Sessão de esclarecimento do Governo em SetúbalSobre as «rescisões amigáveis» resultou num «fiasco» refere a União dos Sindicatos
Cerca de 35 trabalhadores da Administração Publica do distrito estiveram presentes na sessão, dizendo alguns deles à entrada que “a mim não me enganam”» - refere uma nota de imprensa da Comissão Executiva da União dos Sindicatos de Setúbal.

Por Jornal Rostos
União dos Sindicatos de Setúbal
NOTA À IMPRENSA
Fiasco
A “sessão de esclarecimento” que o Governo veio fazer ao Distrito de Setúbal sobre as chamadas “rescisões amigáveis” resultou num total e completo fiasco.
Cerca de 35 trabalhadores da Administração Publica do distrito estiveram presentes na sessão, dizendo alguns deles à entrada que “a mim não me enganam”.
O que não foi dito na dita sessão é que o plano de rescisões tem como objectivo proceder ao despedimento colectivo encapotado de milhares de trabalhadores, acenando com uma indemnização, sem contar toda a verdade:
- a rescisão não dá lugar a subsídio de desemprego, ficando os trabalhadores sem qualquer rendimento;
- a rescisão é inferior à do sector privado (que não tem limites na negociação) e a partir do pagamento de 1,25 salários por mês está sujeita a impostos;
- os trabalhadores ficam impedidos de ingressar na Administração Pública novamente durante vários anos.
Na actual conjuntura económica em que, com 52 anos se consideram as pessoas velhas demais para trabalhar e novas demais para a reforma, com um governo que tudo faz para despedir e nada para criar emprego, o cenário mais provável é que os trabalhadores que rescindam fiquem condenados ao desemprego de longa duração, com duros efeitos sobre as sua pensões de aposentação e reforma uma vez que não têm subsídio de desemprego, logo, não fazem descontos.
Esta medida põe também em causa o Serviço Publico, que o governo está constitucionalmente obrigado a prestar, nomeadamente a Saúde, a Educação e a Segurança Social pondo assim em causa os direitos do povo português.
A única forma de combater este governo é com a luta e com a defesa dos postos de trabalho.
A Comissão Executiva
da USS/CGTP-IN














