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Vida

Comunidade Portuária de Lisboa revela preocupaçãoGreves e ameaças impedem desenvolvimento do Porto de Lisboa

É convicção da Comunidade Portuária de Lisboa que, em condições normais, o porto de Lisboa estaria a ter uma taxa de crescimento acima da média e a recuperar terreno perdido. O prolongamento da greve impede este desenvolvimento e aumenta a imagem de um porto que não se encontra para lutar pelo seu futuro.

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Por Jornal Rostos

Comunidade Portuária de Lisboa revela preocupação
Greves e ameaças impedem desenvolvimento do Porto de Lisboa

A Comunidade Portuária de Lisboa considera preocupante, e até frustrante, que o porto de Lisboa continue refém de greves e de ameaças constantes de paralisação na mão-de-obra portuária.

O historial de greves do porto de Lisboa, nos últimos anos, tem tido consequências que vão muito para além dos prejuízos directos causados à economia nacional. Com efeito e pese embora o esforço e resiliência de todos os operadores económicos que “insistem” em continuar a usar Lisboa porque é o seu porto natural para enviar e receber cargas, fazendo dele um elo da sua cadeia logística, começa a pesar a incerteza nas suas opções.

Esta constante degradação de imagem e este registo negativo que o porto de Lisboa apresenta têm vido a minar consistentemente a confiança dos armadores que, actualmente, se “arriscam” cada vez menos a ter os seus navios imobilizados nos portos ou com produtividades muito baixas.

A Comunidade Portuária de Lisboa teme que a continuação do actual impasse e a greve da mão-de-obra portuária em Lisboa reforce que os navios e cargas prefiram outros portos.

É convicção da Comunidade Portuária de Lisboa que, em condições normais, o porto de Lisboa estaria a ter uma taxa de crescimento acima da média e a recuperar terreno perdido. O prolongamento da greve impede este desenvolvimento e aumenta a imagem de um porto que não se encontra para lutar pelo seu futuro.

A Comunidade Portuária de Lisboa acredita que o Porto de Lisboa tem esse futuro, mas é preciso construi-lo. É expectável que o bom senso impere. Que a greve pare. Que as negociações laborais comecem. Que se chegue a bom porto. E que esse porto seja o de Lisboa.

Lisboa, 10 de Outubro 2013

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