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Vida

Sete setores em Portugal duramente atingidos por pagamentos em atrasoConstrução, saúde e serviços empresariais são os mais afetados

• A pesquisa anual da Intrum Justitia realizada junto de 10 000 empresas Europeias revela diferenças significativas na forma como os vários setores de atividade são atingidos pelos incobráveis.
• Agências de Comunicação, publicidade e marketing são o setor mais atingido por um aumento expressivo de incobráveis em Portugal
• Cerca de 350 mil milhões de euros são classificados como incobráveis. Este valor equivale a 3% de todas as transações comerciais efetuadas em 2012, na Europa.

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Por Jornal Rostos

De acordo com o estudo da Intrum Justitia, Portugal está a ser duramente atingido pelo aumento do valor dos incobráveis. Os Serviços Empresariais, como Agências de Comunicação, Publicidade e Marketing, Empresas de Estudos de Mercado e Intermediários, têm taxas de incobráveis na ordem dos 6%.

Com um valor de incobráveis igualmente acentuado, encontramos o setor da Construção, atingido com uma taxa de 5.2% e o setor da Saúde com 4.4%. Na Indústria verifica-se uma taxa de incobráveis de 3.9% e no setor dos Grossistas e Retalhistas a percentagem atinge de 3.2%.

O estudo para Portugal destaca ainda os 2.8 % de faturas por pagar no setor dos Transportes e Logística e no setor das Utilities (água, gás e eletricidade).
As empresas europeias são obrigadas a reconhecer como incobráveis 350 mil milhões de Euros o que equivale a 3% de todas as transações comerciais, devido a atrasos ou não pagamentos, em 2012. Verbas que poderiam ser usadas para a criação de emprego, investigação e expansão de negócios.

“Os atrasos ou não pagamentos atingiram grandes proporções e representam um grande obstáculo para a recuperação europeia. Os significativos atrasos de pagamento e a dificuldade dos bancos em emprestarem dinheiro deixam as pequenas empresas sem capacidade para ter liquidez, uma situação sem precedentes”, afirma Luis Salvaterra, Diretor Geral da Intrum Justitia.

O relatório EPI 2013 Industry White Paper, revela ainda que esta situação não se verifica de igual modo em todos os setores de atividade. Na Europa, os serviços profissionais (arquitetos e contabilistas, por exemplo) estão a ser fortemente atingidos com uma percentagem de incobráveis de 4.5%.

No EPI 2013 Industry White Paper, os setores da Construção, Media e Educação apresentam uma percentagem de incobráveis acima da média, enquanto que os setores das Utilities, Transportes e Indústria apresentam percentagens de incobráveis abaixo da média. No ano passado o setor da Saúde apresentou a maior subida na percentagem de incobráveis, uma tendência que se continua a verificar e que atinge os 3.5%, no entanto, com alguns sinais de melhoria.

“Embora a percentagem de incobráveis no Setor das utilities continue a aumentar, o tempo de espera é menor e verificamos que neste setor se espera menos tempo até entregarem os seus créditos a empresas especializadas na sua gestão. Uma grande percentagem de inquiridos recorrem a profissionais especializados para resolverem o seu problema nos atrasos de pagamento”. Refere Luís Salvaterra.

O maior agravamento na percentagem de incobráveis verificou-se no Setor dos Media, com 3.5%, uma subida de 25%. Este setor não revela números positivos, 63% dos inquiridos revelam perda de rendimentos devido aos atrasos de pagamento e 58% afirmam que tem problemas de liquidez. Neste setor, 54% antecipam riscos de pagamento nos próximos 12.

Embora o cenário do nosso relatório possa parecer sombrio, existem medidas que as empresas podem tomar para reduzirem os riscos e protegerem-se. Há muita coisa que pode ser feitas para ajudar as empresas a impulsionarem os seus resultados. As empresas que melhor conhecem os seus clientes e que implementam políticas de crédito eficientes são as que recebem os pagamentos mais cedo”, afirma Luis Salvaterra, Diretor Geral da Intrum Justitia.

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