Portugueses mais pobres fogemaos centros comerciais no Natal
Por Jornal Rostos
De um modo geral, os portugueses preferem os centros comerciais para fazer compras de Natal. Apesar de estarem em queda - em 2011 76% dos portugueses diziam que lá fariam as compras, em 2012 eram 74% - hoje, a maioria dos portugueses ainda vai às compras de Natal no centro comercial (66%). Contudo, a média nas classes socioeconómicas mais pobres é menor.
Os lisboetas são os que mais vão ao centro comercial para as compras natalícias. 83% dos habitantes de Lisboa inquiridos dizem que é aí que fazem as suas compras. Os lisboetas têm também uma grande preferência por lojas dos chineses, 19% pensam ir lá fazer as compras de Natal. Dos portuenses 68% vão ao centro comercial, seguido dos super e hipermercados (48%). Quanto ao comércio tradicional, este é preferido pela meia-idade e mais velhos, sendo que, dos entrevistados com idades compreendidas entre 45 e 54 anos e 55 e 65 anos, 55% dos primeiros vão ao comércio tradicional e 46% dos segundos também o usam.
Já no que toca à antecedência com que fazem compras, grande parte prefere fazê-las duas semanas antes (34%). Contudo, o número de portugueses que tem vindo a esperar até uma semana antes da data aumentou. Se em 2011 eram 12% e em 2012 foram 14%, este ano já são 20% os que querem fazer compras com menos antecedência. Os portugueses que querem fazer as compras com um mês de antecedência eram a maioria em 2012 (39%) e passaram para a minoria em 2013 (são 19% agora). Normalmente, são os indivíduos de classes mais altas que deixam as compras para as últimas semanas. Das pessoas pertencentes à classe mais alta (AB/C1) 39% dizem fazer as compras com duas semanas de antecedência e 22% fá-las uma semana antes. A maior fatia dos inquiridos de classes socioeconómicas mais baixas fazem compras com um mês de antecedência (24%), sendo que 17% as faz duas semanas antes e 16% na semana anterior.
Este estudo do Observador Cetelem sobre as “Intenções de Compra dos Portugueses no Natal 2013” foi realizado em colaboração com a Nielsen e aplicada, através de um inquérito quantitativo, a 500 indivíduos de Portugal Continental, de ambos os sexos, dos 18 aos 65 anos, entre o período de 3 a 5 de Outubro de 2013. O erro máximo é de +4,4 para um intervalo de confiança de 95%.














