Santiago do Cacém - Apenas a escola de Brescos irá encerrarCâmara Municipal «segura» escolas de São Bartolomeu, Arealão e São Domingos

Por Jornal Rostos
A proposta inicial da Direção Regional de Educação, numa reunião com a CMSC há cerca de um mês e meio, apontava no sentido de encerrar não só a escola de Brescos – que se veio a confirmar - mas também as escolas de São Domingos, São Bartolomeu e Arealão. “Tive ocasião de manifestar de forma muito veemente que nós estaríamos contra essa proposta, que apenas admitiríamos o encerramento da Escola de Brescos, uma vez que a previsão era apenas de um aluno e infelizmente não haveria condições para que estivesse em funcionamento no próximo ano”, lamenta Álvaro Beijinha. Em relação às outras três escolas, o Presidente da CMSC é contundente: “as previsões do número de alunos são de dez para São Bartolomeu, sete para o Arealão e 14/15 para São Domingos. Estamos completamente contra o encerramento”.
Álvaro Beijinha não tem dúvidas de que caso se mantivesse a intenção inicial do Governo, “certamente iríamos contar com a população e com as juntas de freguesia, e iriamos tomar medidas de ação para reverter essa posição inicial”, tendo transmitido isso mesmo à Delegada Regional de Educação, Maria Reina Martín. Entretanto, durante as últimas semanas, a Câmara Municipal deliberou por unanimidade dar parecer negativo à proposta apresentada e o Conselho Municipal de Educação também deliberou dar parecer negativo, apenas com uma abstenção.
Após tomar conhecimento, por parte da Direção Regional, de que apenas a escola de Brescos seria encerrada, Álvaro Beijinha mostra-se satisfeito com a decisão tomada: “ainda bem que houve um recuo em relação a esta matéria, talvez sentido a pressão por parte da CMSC”, que alertou para aquilo que considera ser “um erro”. O Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém vai mais longe e fala mesmo de algo que seria “uma violência para aqueles meninos e para aquela comunidade em particular”.
O autarca mostrou-se uma vez mais desiludido com o rumo que o Governo tem vindo a dar aos serviços públicos, com “o encerramento de postos de correio, centros de saúde, postos da GNR, acaba-se com as Juntas de Freguesia… isto tudo com o argumento de que há pouca população, mas este tipo de medida faz com que as pessoas cada vez mais vão saindo destas aldeias, dos centros rurais, havendo uma tendência de despovoação e desertificação”. A CMSC entende os centros rurais como fundamentais para a vivência e desenvolvimento de qualquer território. Álvaro Beijinha sublinha que “este tipo de medida faz com que os jovens casais, mais tarde ou mais cedo, acabem por se deslocalizar, pois os filhos vão para as escolas dos centros urbanos, desertificando as aldeias e as pequenas localidades”, mas promete continuar a lutar “para contrariar as assimetrias que essas políticas traduzem”.
Fonte - CMSC














