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Vida

Freguesia de Tentúgal - Montemor-o-VelhoPortela unida contra fecho da escola

"Queremos a nossa escola aberta!" e "Temos condições, temos alunos!" foram algumas das palavras de ordem que esta tarde (26 de junho) se fizeram ouvir à porta da escola do 1º Ciclo do Ensino Básico (CEB) da Portela, freguesia de Tentúgal. A comunidade da Portela uniu-se num protesto contra o anunciado encerramento da escola, no âmbito do processo de reorganização das escolas decretado pelo Ministério da Educação e Ciência esta semana.

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Freguesia de Tentúgal - Montemor-o-Velho Portela unida contra fecho da escola

Por Jornal Rostos

E garantem que, se até quarta feira, dia 2 de julho, não tiverem uma resposta da DGESTE voltam a avançar com uma nova manifestação. A data e o local já estão definidos: 3 de julho, em Coimbra, junto às instalações da direção geral dos estabelecimentos escolares.
Apanhados de surpresa, pais, encarregados de educação e população expressaram publicamente o desagrado em relação ao encerramento da escola. À manifestação juntou-se o presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, Emílio Torrão, o chefe de gabinete e anterior presidente da Junta de Freguesia de Tentúgal, Décio Matias, e vários membros do executivo da Junta de Freguesia.
"Revoltado" com a notícia, o autarca montemorense apelou ao não encerramento da escola e destacou "a união e o trabalho da população, em especial da associação de pais", em prol do estabelecimento de ensino. "A Portela está a ser, mais uma vez, vítima de uma má decisão do Governo de encerrar serviços públicos", referiu Emílio Torrão, relembrando que a população já ficou privada do Centro de Saúde. "Vamos lutar para reverter esta decisão", garantiu, até porque "a escola tem excelentes condições", melhores até que a escola de acolhimento proposta pela tutela. O edil informou ainda que já solicitou uma reunião "com caráter urgente" à DGESTE Centro, para "perceber o que é possível fazer para inverter o encerramento da escola da Portela e do Tojeiro" e assevera que, se não tiver resposta, também estará na linha da frente da manifestação na próxima quinta feira.
De acordo com Lúcia Rossa e Sónia Veiga, representantes dos pais, a indignação da população deve-se ao facto dos "argumentos dados pelo Ministério para fundamentar esta decisão serem falsos", uma vez que "a escola de acolhimento tem menos condições do que a EB1 da Portela". Os transportes são outro dos problemas apontados pelos pais, visto "não terem condições e não existir alternativa". "O único autocarro que existe passa aqui às 7 horas da manhã e as crianças têm de esperar uma hora pelo início das aulas em Montemor", esclarecem, informando que para Tentúgal "não há sequer alternativa". Lúcia Rossa e Sónia Veiga não compreendem as "razões economicistas" por detrás da decisão, até porque "o Ministério não tem custos acrescidos com esta escola", frisam.
Elogiando a disponibilidade e os esforços desenvolvidos quer pela Autarquia quer pela Junta, "que têm sido incansáveis" e "têm ajudado imenso esta escola", as representantes dos pais dizem não perceber "o porquê desta decisão" e recordaram que para o ano letivo 2014/2015 "vão entrar mais 7 alunos para o 1º ano", tendência que se prevê aumentar nos próximos anos.

Aberta desde 1934, a escola da Portela foi alvo de obras de ampliação e requalificação em 2006, num investimento Autárquico de 125 mil euros. Situada no coração da aldeia, a escola conta com duas salas renovadas, um refeitório, instalações sanitárias e um pátio exterior coberto e descoberto. Também os pais e a comunidade têm feito algum investimento no estabelecimento de ensino, comprando tinteiros, materiais educativos e até construindo o telheiro. Para além das crianças da Portela, a escola recebe também as crianças provenientes da escola encerrada de Ribeira dos Moinhos.

ana cabete ferreira

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