Santiago do Cacém junta mais de uma centena a «Pensar a Educação»Amplo e proveitoso debate em torno de um tema «quente»

Por Jornal Rostos
Na sessão de abertura, o Presidente da CMSC, Álvaro Beijinha, lembrou os últimos tempos, que “têm sido particularmente tumultuosos no que diz respeito à Educação, em particular com um início de ano letivo com demasiados problemas e altamente penalizador para alunos, pais e professores, que em nada contribui para a serenidade e estabilidade que se deseja na educação das nossas crianças e jovens”.
Aos graves problemas financeiros com que as escolas se debatem, somam-se as profundas carências socioeconómicas dos alunos, fruto da grave situação social em que o País vive. Álvaro Beijinha sublinhou que se adensa “a degradação de infraestruturas e das condições de segurança para alunos, professores, auxiliares e comunidade educativa em geral. As pessoas têm de vir em primeiro lugar neste processo e não no fim, como é apanágio de quem nos governa, aparentemente desprovido de valores orientados para o ser humano e para a dignidade.”
Em reflexão estiveram questões apresentadas pelos oradores, desde a educação como fator de emancipação dos indivíduos, por José Barata Moura, que lançou o repto para a necessidade de despertar consciências, não só para o que se está a passar mas para o que ainda está para vir, passando pela
liberdade na sala de aula, que é cada vez menor para os professores. Numa oportuna intervenção Paulo Guinote explanou sobre a falta de liberdade na rede pública escolar, espelhada na gestão diária da profissão.
Francisco Almeida fez um breve resumo do percurso histórico da Educação em Portugal e falou sobre a municipalização. Neste momento, muitas responsabilidades educativas passaram a ser competências das autarquias.
A jornalista Barbara Wong enriqueceu os trabalhos tocando num ponto frágil: a dificuldade dos parceiros educativos em dialogar, em confiar uns nos outros, e dos vários mitos existentes em relação aos professores, encarregados de educação e pais.
Mário Nogueira deixou várias considerações sobre a destruição da escola pública e sua privatização, e do seu contributo para a democracia, nunca deixando de parte a importância de todos os agentes de ensino na prosseguimento da escola pública de qualidade de e para todos.
Paula Lopes, Presidente da Assembleia Municipal de Santiago do Cacém encerrou os trabalhos referindo que “ é necessário trabalhar em conjunto pais/encarregados de educação/professores, para que as novas gerações que são os nossos filhos, netos, alunos, sejam cidadãos criativos, reflexivos e mais qualificados.”
Fonte - CMSC














