Agrupamento de Escolas de Santo André - BarreiroEstiveram em Barcellona Pozzo di Gotto -Sicília
. Erasmus+ - Ação-Chave 1 – Mobilidade para Aprendizagem Biénio 2014-2016
Um Director de Turma e um Assistente Operacional do Agrupamento de Escolas de Santo André, estiveram em Barcellona Pozzo di Gotto -Sicília- numa formação em gestão de conflitos e multiculturalismo no combate à indisciplina Teenager Behaviour Disorder and Multicultural Teaching, na instituição Associazione Artistica Culturale “A Rocca”.

Por Jornal Rostos
Com a temática ‘Teenager behaviour disorder and multicultural teaching’ a equipa portuguesa, constituida por uma professora do grupo de Artes Visuais (Francisca Pataco) e uma assistente operacional (Ana Lapa) do AESA, trabalhou em parceria com nove elementos da Polónia e um elemento da Lituania. Os objetivos desta formação visaram levar os participantes a reflectirem sobre o comportamento menos próprio de alguns jovens, fornecendo-lhes pistas e materiais para estudarem os enigmas que envolvem a problemática da adolescência, tudo isto assente na plataforma da multiculturalidade.
Este curso foi concretizado tendo como base uma metodologia de trabalho assente na interação permanente entre a formadora Natália SeriaKova e os participantes. Durante esta semana de trabalho dinâmico foram não só apresentadas teorias construtivistas, como também estudados, trabalhados e construidos vários instrumentos de recolha de dados, no sentido de perspetivar a questão do multiculturalismo para a prevenção de desvios de comportamento dos jovens. Se, por um lado, foram desenvolvidos recursos com base em aspetos biológicos, sociais e psicológicos, por outro lado, exploraram-se diferentes técnicas, bem como diversas estratégias a implementar no local de trabalho.
De referir, ainda, que o grupo abordou a importância da identidade, do estereótipo e do preconceito na adolescência através do desenvolvimento de trabalhos práticos e de nível comparativo entre os países participantes. A questão do Bullying foi igualmente abordada.
Esta experiência muito enriquecedora, numa vertente em network, levou à partilha de diferentes realidades, sempre em direção à construção de novas ideias, competências e saberes, na vertente ‘aprendendo a aprender’ e com a finalidade de promover o conhecimento pessoal.
Quanto à vertente cultural foi muito interessante saborear os diferentes pratos típicos, os doces característicos da região, bem como os seus deliciosos queijos. Outra observação interessante foi o constatar de um impressionante movimento de carros e de vespas nas horas de ponta e o facto de não terem uma consistente rede de transportes públicos, sendo estes praticamente inexistentes ao fim de semana, levando-nos a recorrer não só a táxis partilhados (a nossa primeira experiência), como a transportes privados. Queremos, ainda, partilhar a nossa aventura neste campo referindo que, o local onde decorreu o curso ficava a mais de 220 Km do aeroporto.
Só por curiosidade: 1 hora de taxi do aeroporto até Palermo, junto à estação de comboio; aproximadamente 3 horas e 40 minutos de comboio e, ainda, uns bons 20 minutos de carro até ao hotel, em Barcellona Pozzo di Gotto, o destino final. Aqui contamos com a enorme simpatia dos organizadores Federica e Nino que nos foram buscar à estação por não haver qualquer tipo de transporte.
Para nós foi fascinante constatar que têm um período em que tudo fecha e não se vê ninguém na rua, a denominada ‘hora da sesta’ e que se enquadra no período das 13 às 16 horas. Indicamos, também, que a arquitetura é peculiar, uma vez que os edifícios vão sendo construídos à medida das necessidades dos habitantes. Por ora, ficamos por aqui, mas muito mais haveria para dizer, tratando-se a Sicília, uma parte da Itália com as suas tradições bem enraizadas.
Concluímos dizendo que este é um povo muito simpático e pronto a ajudar, apesar de quase ninguém falar uma única palavra de inglês.
Este projeto inserido no programa Erasmus , é financiado com o apoio da Comissão Europeia. A informação contida nesta publicação (comunicação) vincula exclusivamente os autores, não sendo a Agência Nacional do Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida e a Comissão Europeia responsáveis pela utilização que dela possa ser feita.
A equipa do projecto














