Escola Secundária de Casquilhos - BarreiroÀ Descoberta da Roménia… e da preservação do ambiente
São precisamente experiências deste género, experiências que nos enriquecem, nos alargam os horizontes, nos transformam, nos fortalecem, nos ajudam a criar valores para a vida, e, seguramente, melhor nos preparam para os desafios e as responsabilidades enquanto cidadãos europeus, que provam que o Programa Erasmus+ é uma mais-valia no nosso percurso escolar de qualquer aluno.

Por Jornal Rostos
Há um mês, embarcámos naquela que viria a ser uma das melhores experiências das nossas vidas, até agora.
Tudo começou no dia 25 de setembro. O nosso grupo, composto por duas alunas e duas professoras, do Agrupamento de Escolas de Casquilhos, embarcou no avião rumo a Bucareste, Roménia, para participar no terceiro intercâmbio de alunos de curta duração do Projeto Erasmus+ “Active Citizenship and Environmental Awareness through Formal and Non-formal Education”, que integra oito países europeus, Itália, Lituânia, Polónia, Portugal, Suécia, Reino Unido, República Checa e Roménia. Viajar para um país longínquo, com uma cultura diferente da nossa e, especialmente, ficar longe das nossas famílias nem sempre é linear, portanto, na nossa bagagem ia um misto de felicidade e ansiedade.
Aterrámos no aeroporto de Bucareste pelas 14:15, onde fomos calorosamente recebidas por alunas do país anfitrião, assim como pela equipa polaca. Num espaço de 30 minutos, chegaram igualmente as equipas da Lituânia e da Suécia. Depois, já num ambiente internacional, num autocarro repleto de expetativas, dirigimo-nos, finalmente, para Targoviste, a simpática cidade da escola onde as atividades do intercâmbio se iriam desenrolar. Lá, conhecemos as famílias que nos iriam hospedar durante a semana, em que permaneceríamos em solo romeno, e cujos filhos seriam igualmente nossos companheiros de trabalho e de viagem durante o evento de aprendizagem. Ficámos tão impressionadas pela simpatia e pela proximidade com que nos receberam que a ansiedade inicial se dissipou por completo. De facto, ficaremos para sempre agradecidas pela forma como nos fizeram sentir em casa, por nos terem tratado como se fizéssemos efetivamente parte da sua família e por nos terem proporcionado o nosso primeiro contato in loco com a cultura romena: com a sua identidade nacional, a sua gastronomia e os seus costumes.
No dia 26, conhecemos a escola que seria nossa durante uma semana. Após a cerimónia de abertura, que incluiu o discurso da diretora da escola, momentos musicais, dramatizações e apresentações sobre os oito países parceiros, tivemos direito a uma visita guiada pelo espaço escolar. Na parte da tarde, participámos na primeira sessão do workshop “Como delinear um projeto?”, na Universidade Valahia. Após a componente teórica, em grupos internacionais, constituídos por alunos de todas as escolas parceiras, monitorizados por três/quatro professores de diferentes nacionalidades, começamos a delinear o nosso projeto na área do desenvolvimento sustentável. Nessa altura, começou o verdadeiro intercâmbio internacional. Começamos a lidar, de forma mais direta, com várias pessoas de diferentes nacionalidades, trocámos ideias, exercitámos o nosso inglês (escrito e falado) e, mais importante, fizemos novas amizades.
No dia 27, concluímos e os projetos anteriormente mencionados, e, após a apresentação dos mesmos, num dos auditórios da universidade, fomos presenteados com três visitas guiadas, uma ao Instituto de Pesquisa Cientifica e Multidisciplinar da universidade, uma à Torre Chindia – famosa por ter sido construída por Vlad III, o Empalador, no qual o escritor irlandês Bram Stoker se inspirou para para criar a personagem do Conde Drácula, o vampiro de Drácula – e outra ao Museu de Evolução Humana de Targoviste.
O dia 28 foi dedicado a atividades na reserva natural de Bucegi. Aí visitámos, também, a Gruta de Ialomicioara, e fomos de teleférico a Babele, cuja paisagem nos maravilhou.
No dia 29, de manhã, na escola, frequentámos uma aula de inglês e aproveitámos para confraternizar com os nossos novos amigos pois, afinal, no dia seguinte todos regressariam aos seus países. Assistimos, igualmente, a uma palestra sobre as reservas naturais existentes na Roménia, ministrada por representantes da Autoridade de Proteção Ambiental de Dambovita e apresentámos os trabalhos sobre as plantas e animais em vias de extinção nos oito países, que constituem esta parceria, e sobre as suas reservas naturais mais importantes. Na parte da tarde, criámos posters no âmbito da sensibilização ambiental, jogámos jogos Kahoot sobre os diferentes países integrantes do projeto e reciclámos as garrafas de plástico que usámos ao longo da semana.
No último dia, visitámos a Quinta de Bisontes, em Bucsani, e, depois do almoço, apesar da nossa renitência, partimos para Bucareste. Ficámos tristes e já sentíamos saudades da cidade que tivemos de abandonar, da nossa “família adotiva”, das pessoas que conhecemos e até da gastronomia!
Passamos o resto do dia em Bucareste, e, no dia seguinte, dia um de outubro, pelas 15:10, embarcámos no avião rumo a Portugal, desta vez com a bagagem repleta de recordações felizes, misturadas com um sentimento de saudade. Para nós, este intercâmbio foi uma experiência absolutamente sensacional, que, seguramente, recomendamos a quem a puder experimentar. Conhecer outras culturas, visitar outro país, contatar com pessoas diferentes de nós, mas ao mesmo tempo tão semelhantes, refletir e partilhar experiências e saberes sobre uma temática tão importante como desenvolvimento sustentável foi uma oportunidade que agarrámos e agradecemos imenso ter-nos sido proporcionada. São precisamente experiências deste género, experiências que nos enriquecem, nos alargam os horizontes, nos transformam, nos fortalecem, nos ajudam a criar valores para a vida, e, seguramente, melhor nos preparam para os desafios e as responsabilidades enquanto cidadãos europeus, que provam que o Programa Erasmus+ é uma mais-valia no nosso percurso escolar de qualquer aluno.
Leonor Serrano, 11.ºB
Mariana Rodrigues, 12.ºA
Nota: “Projeto financiado pela Comissão Europeia. A informação contida nesta publicação vincula exclusivamente o autor, não sendo a Comissão responsável pela utilização que dela possa ser feita.”














