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CNaPPES 17 reuniu no Politécnico de SetúbalCongresso nacional debateu práticas pedagógicas para os estudantes do ensino superior de hoje

Depois da Universidade do Porto, do Instituto Politécnico de Leiria e da Universidade de Lisboa, coube este ano ao Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) o papel de entidade organizadora e anfitriã de dois dias de trabalho focados na partilha e na reflexão coletiva em torno de experiências pedagógicas concretas.

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CNaPPES 17 reuniu no Politécnico de Setúbal Congresso nacional debateu práticas pedagógicas para os estudantes do ensino superior de hoje

Por Jornal Rostos

Nesta 4.ª edição do Congresso Nacional de Práticas Pedagógicas no Ensino Superior (CNaPPES 17), que decorreu nos últimos dias 13 e 14 de julho, responderam à chamada 193 docentes de 37 instituições do ensino superior politécnico e universitário, num total de 144 comunicações que cobriram várias áreas científicas e contextos de trabalho.

O que se pretendeu, segundo o presidente da comissão organizadora local, Prof. Fernando Almeida, foi “dar visibilidade a novas práticas, diferentes daquelas que adotamos, reprodutiva e irrefletidamente, a partir dos modelos dos nossos professores ou dos colegas mais idosos”. Metodologias de ensino que, adiantou o também Pró-presidente do IPS para a Promoção do Sucesso Escolar, sejam “refletidas, aprendidas e reaprendidas a partir das dificuldades de ensinar novos perfis de estudantes, os estudantes do ensino superior de hoje”.

Falando na sessão de abertura do evento, na qual marcaram presença a Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e o Diretor-geral do Ensino Superior, mais uma vez patrocinadores do CNaPPES, o Prof. Fernando Almeida aproveitou ainda para chamar a atenção da tutela para este “novo movimento que se desenha, de valorização da pedagogia como uma dimensão incontornável da profissão de professor”, bem patente no número de inscritos e de instituições interessadas em organizar futuras edições do congresso.

E a Secretária de Estado, Profª. Doutora Maria Fernanda Rollo, respondeu, registando como “profundamente importante” a reunião em Setúbal de “quase todas as nossas instituições de ensino convocadas voluntariamente para este exercício de reflexão e de partilha” e garantindo o apoio da tutela do Ensino Superior na promoção de encontros desta natureza. “Contarão sempre comigo mas também serei exigente – precisamos das conclusões deste encontro, muito claras e assertivas. Ficamos à espera das vossas contribuições e desafios, sobretudo no que diz respeito à questão da formação pedagógica dos docentes, para que possamos desenhar um caminho, uma estratégia e desenvolver um programa”, disse ainda a governante.

Recorde-se que a necessidade de um maior investimento na formação pedagógica dos docentes, como elemento central para o sucesso académico dos estudantes, já tinha sido referida na intervenção do Presidente do IPS, Prof. Doutor Pedro Dominguinhos. O responsável máximo da instituição anfitriã desta 4.ª edição do CNaPPES sublinhou que “não podemos exigir aos nossos estudantes que sejam indivíduos aprendentes e depois não ter a mesma exigência connosco próprios”. O que significa, explicou, “que há que disponibilizar recursos, do ponto de vista organizacional, para que os docentes possam formar-se, testar e para que possam também aprender. Só num ambiente de experimentação, de reflexão, é que conseguimos aumentar o nosso sucesso académico”.

Neste sentido, ao propor-se refletir sobre outras formas de ensinar e aprender que se ajustem aos estudantes do ensino superior com que nos deparamos hoje, este CNaPPES colocou também, logo no seu arranque, o dedo na ferida. E a realidade é esta, como a descreveu o Presidente do IPS: “Mais de 50 por cento dos nossos jovens não procuram um futuro no ensino superior em termos de formação”.

Uma responsabilidade que é, em primeira instância, das instituições de ensino superior, mas que vai muito para além delas. “A formação dos nossos jovens é um problema nacional. Não vamos conseguir fazer o nosso trabalho sozinhos, precisamos de o fazer com a sociedade civil, de uma forma cada vez mais colaborativa. Por isso, as práticas pedagógicas que são feitas dentro do ensino superior têm que ser, elas próprias, também já o reflexo de uma dinâmica colaborativa, que não se confine ao espaço da aula ou sequer ao espaço da instituição do ensino superior”, concluiu a Secretária de Estado, em evidente sintonia com as preocupações do presidente do IPS.

Créditos das imagens em anexo: GI.COM-IPS

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