SETÚBAL - Projeto ILEGAL vence final nacional do 14.º PoliempreendeA marca, criada em coautoria por um estudante do IPS, deverá estar no mercado em 2018

Por Jornal Rostos
Depois de conquistada a fase regional da competição, o ILEGAL, projeto de customização de motociclos, venceu a final nacional da competição, tendo impressionado um júri de peso, constituído por representantes do PIN/Poliempreende, Delta Cafés, Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAPMEI), Agência Nacional de Inovação (ANI) e da Startup Portugal.
O ILEGAL, que promete criar soluções para uma mais fácil legalização de motociclos transformados, área para a qual o mercado português não tem atualmente respostas, foi um dos 19 projetos regionais que chegaram à final do Poliempreende, como culminar de um processo que envolveu, na sua fase inicial, 480 estudantes e 161 projetos com origem no ensino superior politécnico. Nos seguintes lugares do pódio ficaram os projetos Célia Celíaca, de alunos do Instituto Politécnico do Cávado e Ave, e Zthreat, concebido no Instituto Politécnico de Bragança.
António Mendes, estudante da ESTSetúbal/IPS, reage com “grande satisfação e alguma surpresa” a esta vitória, já que a equipa que forma com João Frazão decidiu participar apenas com a intenção de “ganhar conhecimentos na área de desenvolvimento de empresas e de saber como poderíamos entrar no mercado da melhor forma possível”.
A ideia original nasceu do projeto final de curso de Engenharia Mecânica, que consistia em construir um quadro de motociclo testado e homologado em território nacional, mas rapidamente a pesquisa apontou para algo mais ambicioso – a criação de uma empresa de produção de quadros. Uma vez que, nota António Mendes, “verificou-se que em Portugal não existem empresas com este tipo de produto homologado”. Deste modo, o que a marca ILEGAL propõe ao consumidor é agilizar o processo de legalização de motociclos estética e tecnicamente transformados, oferecendo-lhe soluções “com base na engenharia, e de forma segura e original, de acordo com o seu gosto”.
Para o desenvolvimento deste projeto vencedor, António Mendes contou com o apoio dos docentes Aníbal Valido (orientador de projeto), Ricardo Cláudio e Fernando Valente, da ESTSetúbal/IPS, e da técnica Sandra Pinto, da Unidade de Apoio à Inovação, Investigação e Desenvolvimento e Empreendedorismo (UAIIDE-IPS).
Agora com mais um estímulo a reforçar os ânimos destes jovens empreendedores, o rumo do projeto vai manter-se segundo o planeado, ou seja, entrar no mercado a partir do início do próximo ano, 2018, depois de certificado pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMTT).
“O protejo já se encontra numa fase final, estando neste momento um protótipo a ser montado para os testes de estrada. Após esta fase vem a homologação e, se tudo correr como previsto, a marca ILEGAL vai entrar no mercado em 2018”, informa o estudante do IPS, sublinhando como “fundamentais” para a concretização desta ideia de negócio as competências adquiridas ao longo da sua formação na ESTSetúbal/IPS, sobretudo na área da Mecânica.














