Exposição de Artes Visuais da Escola Secundária de Casquilhos - BarreiroEvocação do centenário da publicação da revista «Portugal Futurista»
O evento assinala o centenário da publicação da revista « Portugal Futurista», esta foi uma publicação literária e artística que marcou o modernismo português.

Por Jornal Rostos
Portugal Futurista ~ 1917-2017
Evocação do centenário da publicação da revista “Portugal Futurista”
Exposição de Artes Visuais da Esc. Sec. de Casquilhos
A revista Portugal Futurista foi publicada em novembro de 1917 pelos designados “artistas futuristas” do grupo de Orpheu.
A este grupo pertenciam Almada Negreiros, Amadeo de Souza-Cardoso, Santa Rita Pintor, Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro e Raul Leal, entre outros.
Para além de textos e poemas destes autores, a revista apresentava também colaborações de individualidades proeminentes do Futurismo internacional, tais como, Marinetti, Boccioni, Apollinaire e Blaise Cendrars.
Pelo impacto causado aquando da sua publicação, a revista Portugal Futurista constituiu o epílogo das atividades deste “grupo modernista” em Portugal, agitando o meio artístico lisboeta ainda agarrado à tradição académica de oitocentos.
Porém, após a sua distribuição nas bancas em Lisboa, todos os exemplares da revista viriam a ser apreendidos pela polícia a pretexto da alegada “linguagem despejada” utilizada por Almada Negreiros no texto “Saltimbancos”.
Com esta exposição de trabalhos realizados por alunos de Artes Visuais do 11º ano da Escola Secundária de Casquilhos pretendemos não só evocar esse importante acontecimento, como também recriar plasticamente as obras ali publicadas de Santa Rita Pintor e Amadeo de Souza-Cardoso.
Para melhor enquadrar este projeto foram recriadas outras obras da época, designadamente quatro obras de Santa Rita Pintor publicadas na revista Orpheu nº 2 em 1915.
Tratando-se de um processo desenvolvido num contexto académico, esta exposição tem como objetivos fundamentais não só estudar as características formais, plásticas e estéticas do Modernismo português, como também mostrar as
inesgotáveis potencialidades de trabalhos que não deixam de adquirir uma nova vitalidade ao serem interpretados e recriados na contemporaneidade.














