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Vida

Alunos reflectem sobre Ambiente e Saúde

No âmbito das comemorações do Dia Mundial da Saúde, alunos da Escola Básica 2/3 de Álvaro Velho realizaram, no dia 7 de Abril, uma conferência sobre “Ambientes Saudáveis para Crianças”.
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Alunos reflectem sobre Ambiente e Saúde

Por Joana Peralta

Para assinalar o Dia Mundial da Saúde, os alunos das turmas 9.D e 5.C da Escola Álvaro Velho, em conjunto com a técnica da UNIVA Paula Anes e a professora Margarida Rosado, organizaram uma conferência subordinada ao tema “Ambientes Saudáveis para Crianças”, onde participaram o delegado de saúde, Mário Durval e as técnicas de Saúde Ambiental, Cidália Guia e Raquel Santos.
Definindo ambiente como tudo o que nos rodeia, Raquel Santos explicou a sua ligação com a nossa saúde. “Se interagirmos com o ambiente de forma destrutiva, essa interacção vai provocar um desequilíbrio”, referiu a técnica, salientando que o binómio saúde-ambiente nunca deve ser separado, pelo que é necessário proteger o ambiente para sermos saudáveis.
Mário Durval falou sobre os principais problemas, a nível ambiental, do concelho do Barreiro, sublinhando a poluição causada pelo lançamento directo do esgoto da cidade para o rio, que acaba por funcionar como uma grande estação de tratamento de resíduos, que excedem já a sua capacidade.
A poluição do ar também foi focada, especialmente aquela provocada pela circulação abusiva de automóveis e pela emissão de gases tóxicos pelas fábricas instaladas no concelho. De acordo com o delegado de saúde, “neste momento os níveis de poluição das fábricas do complexo industrial estão bastante reduzidos, já que estão controladas do ponto de vista ambiental e os seus efluentes cumprem as normas comunitárias”.
Segundo Mário Durval, “as zonas mais poluídas são aquelas onde circulam os carros e não tanto as das fábricas, uma vez que estas dispersam os seus efluentes”, referindo ainda o facto de “termos uma cidade cheia de veículos que não respeitam o nosso património e o próprio espaço dos peões”. “É necessário que a cidade seja para as pessoas, para ter ar puro, jardins, espaços de circulação do ar, edifícios e paisagens agradáveis”, salientou.
Cidália Guia chamou a atenção para o facto de todos sermos poluidores, pelo que é importante que haja uma “mudança de atitude e de comportamento em casa e na escola”, privilegiando a política dos três r’s: reduzir, reutilizar e reciclar. A técnica de saúde ambiental reflectiu também sobre a não existência de uma estação de tratamento de resíduos ambientais no Barreiro, na tentativa de consciencializar os presentes para a redução da produção de detritos e desperdício.
No final, os alunos colocaram diversas questões, nomeadamente quanto à produção de poluição pelas próprias fábricas de reciclagem, que, segundo Raquel Santos, são de facto extremamente poluidoras, daí que devam incluir no seu sistema de funcionamento formas compensatórias dessa poluição.
Posta a questão da higiene (ou falta dela) nas escolas, a presidente do Conselho Executivo, Edite Almeida, afirmou que a escola contratou uma empresa que procede periodicamente a desinfestações, garantindo assim a sua boa higiene e prevenindo a deterioração do ambiente escolar.
Numa altura em que a protecção do ambiente é cada vez mais premente, a formação e sensibilização das mentes mais jovens para estes problemas ganha uma importância acrescida, pois o futuro do mundo está nas suas mãos.
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