Nas escolas públicas do concelho de SetúbalExercício testou procedimentos de segurança em caso da ocorrência de um sismo
O cenário para o simulacro foi o do sismo ocorrido a 28 de fevereiro de 1969, com uma magnitude de 7,9 na escala de Richter, sentido em Setúbal com uma intensidade de nível VI, ou seja, bastante forte, na escala de Mercalli.

Por Jornal Rostos
Um exercício testou esta manhã nas escolas públicas do concelho de Setúbal os procedimentos de segurança em caso da ocorrência de um sismo semelhante ao de 1969, no âmbito do Dia Internacional da Proteção Civil.
10h15. A terra treme e o alarme soa em todos os estabelecimentos de ensino público do concelho. Há que que adotar as medidas necessárias para que ninguém se magoe.
Na EB n.º 2 de Santa Maria, os alunos e a professora da turma 4.º B protegem-se debaixo das mesas em posição fetal, com as mãos sobre a cabeça e aguardam ordem para se dirigirem ao ponto de encontro, o campo de jogos da escola.
O alarme toca novamente passados 25 segundos e a professora organiza as crianças junto da porta de emergência, em fila indiana.
O tempo decorrido até ao segundo toque depende da duração da onda sísmica. “Normalmente, a primeira onda sísmica dura entre 25 a 50 segundos. Assim que para, podemos sair da posição de autoproteção”, explica Jorge Parrulas, técnico do SMPCB - Serviço Municipal de Proteção Civil e Bombeiros.
Entretanto, as crianças já saíram da sala e são encaminhadas, ordeiramente e por caminhos previamente estabelecidos, para o campo de jogos da escola, definido no plano de segurança escolar como ponto de encontro em caso de emergência.
“Mantém a calma, está bem?”, aconselha um colega a uma pequena mascarada de princesa. “Eu estou calma! Sei muito bem o que fazer!”, garante
No ponto de encontro, os professores reúnem as turmas, fazem a chamada e alguns organizam pequenos jogos e canções para distrair as crianças.
“Não falta ninguém e estão todos bem. Não há feridos a registar”, sorri a coordenadora da escola, Carla Fonseca, satisfeita por os alunos já terem bem interiorizados os procedimentos de segurança que lhes são fornecidos nas salas.
“Todos os anos participamos em simulacros e isto não é novidade para eles. Nas aulas, os professores explicam o que devem fazer e corre sempre tudo bem.”
Reunidas as condições normais de segurança, é tempo de voltar para as salas e continuar as aulas neste último dia antes da pausa letiva do Carnaval, época festiva que levou hoje muitas crianças mascaradas à escola.
O exercício, que assinala o Dia Internacional da Proteção Civil, foi desenvolvido pela Câmara Municipal de Setúbal, através do Serviço Municipal de Proteção Civil e Bombeiros, em conjunto com os agrupamentos verticais de escolas.
O cenário para o simulacro é o do sismo ocorrido a 28 de fevereiro de 1969, com uma magnitude de 7,9 na escala de Richter, sentido em Setúbal com uma intensidade de nível VI, ou seja, bastante forte, na escala de Mercalli.
Fonte - CMS














