Aliança une o Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) a cinco parceiros europeusUniversidade E³UDRES² aposta na cocriação para melhorar nível de vida das regiões

Por Jornal Rostos
O evento inaugural, distribuído por dois dias (22 e 23), deu a conhecer à população e organizações destes seis territórios o que se propõe com este projeto de três anos que se inscreve num novo paradigma para o ensino superior europeu.
Palestras e sessões informais de partilha, com reputados especialistas e representantes oficiais da E³UDRES², foram os pontos fortes de um programa em que destacaram as intervenções dos altos representantes Manuel Heitor, ministro português da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elmar Pichl, responsável pela pasta do Ensino Superior no ministério austríaco da Educação, Ensino e Investigação, e de Tine Delva, responsável pela Unidade de Ensino Superior da Comissão Europeia.
O programa incluiu igualmente a apresentação dos projetos inovadores resultantes de um concurso de ideias recentemente lançado, três deles provenientes da região da Península de Setúbal.
A E³UDRES², sigla inglesa de Universidade Europeia Empreendedora e Envolvida como motor para Regiões Europeias Inteligentes e Sustentáveis, é um projeto financiado pela Comissão Europeia cujo foco é o desenvolvimento de um novo campus multi-universitário, ramificado pelos seis países parceiros, que potencie a criação de centros de conhecimento capazes de contribuir ativamente para tornar as respetivas regiões de influência mais inteligentes e sustentáveis.
Centrando-se em cidades de pequena e média dimensão e áreas rurais circundantes, o projeto E³UDRES² distingue-se por abordar as regiões como “laboratórios vivos” onde se produzem soluções para problemas concretos e com verdadeiro impacto na sociedade, através nomeadamente de uma educação baseada em desafios, de uma pesquisa orientada para a missão, e de uma inovação centrada no ser humano, além de uma troca aberta de conhecimento.
Para o presidente do IPS, Pedro Dominguinhos, um dos oradores da conferência, “a grande inovação proposta pela aliança E³UDRES², e destacada pela Comissão Europeia, é a capacidade de, através de um processo de cocriação, contribuir para melhorar o nível de vida dos territórios onde as instituições se inserem”.
Na prática, tal implicará “um forte envolvimento dos estudantes, professores e de toda a comunidade, entre empresas, autarquias, hospitais, organizações da economia social, num processo de coaprendizagem entre os diferentes agentes”, considera. O novo conceito exige também das instituições de ensino superior, adianta o responsável, “cursos mais alinhados com as regiões, mais flexíveis, em contextos distintos de aprendizagem, facilitando o desenvolvimento de soft skills e metodologias de aprendizagem mais ativas, a partir de desafios lançados pelas organizações locais”.
No que toca à componente de investigação, sai reforçada sua “perspetiva internacional e de ligação às necessidades identificadas pelas organizações”, passando a estar alicerçada em três grandes temáticas, “economia circular, envelhecimento ativo e bem-estar e o contributo humano para a inteligência artificial”, destaca ainda o responsável.
Coordenado pela St. Pölten University of Applied Sciences (Áustria), o consórcio integra a Hungarian University of Agriculture and Life Sciences (Hungria), UC Leuven-Limburg (Bélgica), Politehnica University Timișoara (Roménia), e Vidzeme University of Applied Sciences (Letónia), além do IPS (Portugal), sendo uma das 41 universidades europeias criadas por iniciativa comunitária.














