Politécnico de Setúbal abrangido na 2ª fase de programa de combate ao abandono académicoAcolheu seminário de lançamento da medida governamental

Por Jornal Rostos
Uma medida lançada na sexta-feira, dia 26, no âmbito do II Seminário “Sucesso académico e prevenção do abandono no Ensino Superior", que decorreu no Anfiteatro da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal (ESE/IPS), com encerramento a cargo da ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato. “Desta vez podemos afirmar que estamos a chegar a todo o país”, referiu a governante, realçando o caráter “inédito de um financiamento desta dimensão aplicado à promoção do sucesso académico e ao combate ao abandono no Ensino Superior”, que apoia a adoção de práticas inovadoras de ensino e aprendizagem, assim como o fortalecimento das práticas de autoaprendizagem e de trabalho em equipa.
No início do ano, concluiu-se a primeira fase do financiamento deste programa, que abrangeu 24 instituições de ensino superior (públicas e privadas), com 6, 6 milhões de euros, provenientes do Fundo Social Europeu, através do Programa Operacional Capital Humano. Vários desses projetos já em marcha foram apresentados no evento acolhido pelo IPS, permitindo a partilha de boas práticas e uma reflexão conjunta sobre um fenómeno que afeta 12 por cento dos estudantes de licenciatura em Portugal.
“Não queremos que ninguém fique para trás. Todos os estudantes do país, sem exceção, onde quer que se encontrem, não podem ser deixados para trás”, realçou ainda a ministra, considerando que, apesar de Portugal ter taxas de abandono e de insucesso abaixo da média da OCDE, esta realidade “não pode deixar de nos inquietar”, merecendo uma atenção especial os estudantes inscritos pela primeira vez no 1º ano, uma fase considerada determinante na decisão de ficar ou sair do Ensino Superior.
O seminário contou igualmente com a presença do secretário de Estado do Ensino Superior, Pedro Nuno Teixeira, que na sua intervenção na sessão de abertura fez referência aos “passos importantes” que já foram dados ao nível do acesso ao Ensino Superior, diversificando as vias de entrada, o que tem permitido chegar a novos públicos. “Mas não nos adianta maximizar o número de entradas, se depois perdemos pelo caminho muitos estudantes. Queremos obviamente ter muitos estudantes a entrar no Ensino Superior, mas queremos sobretudo qualificar mais pessoas, queremos que façam um percurso com sucesso”, rematou.
Na qualidade de anfitriã do evento e também de beneficiária desta 2ª fase do programa governamental, a presidente do IPS, Ângela Lemos, congratulou-se com a medida já anteriormente prometida pela equipa ministerial. Para Ângela Lemos, são “fundamentais”, também nestas regiões de menor convergência, “os mecanismos de apoio para a integração académica dos novos estudantes, porque sabemos que a maioria dos casos de insucesso e de abandono se situam no 1º ano e sobretudo no 1º semestre dos cursos”.
“Precisamos de um papel muito interventivo das instituições e esta é a garantia de que vamos poder avançar”, concluiu.














