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Vida

BIP coordenado pela ESS/IPS reuniu 30 estudantes de quatro nacionalidadesPolitécnico de Setúbal foi anfitrião de curso internacional sobre prevenção em saúde mental

Criando abordagens digitais para um acesso equitativo ao apoio em saúde mental” foi o tema explorado na semana de 20 a 25 de novembro, em mais um Blended Intensive Programme (BIP) coordenado pela Escola Superior de Saúde do Politécnico de Setúbal (ESS/IPS), que mobilizou cerca de 30 estudantes de quatro nacionalidades e de diferentes áreas de estudo.

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BIP coordenado pela ESS/IPS reuniu 30 estudantes de quatro nacionalidades Politécnico de Setúbal foi anfitrião de curso internacional sobre prevenção em saúde mental

Por Jornal Rostos

O curso intensivo, assente em desafios e projetos práticos, é já o terceiro organizado este ano pela ESS/IPS, tendo mobilizado estudantes da Finlândia, Roménia, Estónia e Portugal, a frequentar o Ensino Superior em domínios como Terapia Ocupacional, Fisioterapia, Enfermagem, Educação Física e Desporto, Engenharia Informática e Biotecnologia.

A formação partiu da realidade do território da União Europeia no que à saúde mental diz respeito, que aponta para um número próximo dos 84 milhões de pessoas – uma em cada seis - afetadas por perturbações desta natureza. Estudos sobre esta problemática sugerem que metade destes distúrbios começam numa idade precoce, antes dos 16 anos, pelo que o trabalho de prevenção tem, também ele, que ser feito desde cedo e de uma forma integrada e interdisciplinar, juntando intervenções de profissionais de várias áreas, da Educação à Saúde.

Assente no Human Centered Design e no Design Thinking como estratégias educativas, colocando pessoas reais e as suas necessidades no centro do processo de resolução de problemas, o curso desenvolveu-se com o apoio de uma organização local, a APPACDM (Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental) de Setúbal. A Oulu University of Applied Sciences (Finlândia), a Bacau University (Roménia), a Tallin School of Health (Estónia) e a Escola Superior de Saúde Norte da Cruz Vermelha Portuguesa foram as instituições de ensino superior (IES) parceiras.

Blended Intensive Programmes (BIP): uma modalidade de formação em crescimento no IPS

Os Blended Intensive Programmes (BIP) são uma modalidade de cooperação entre IES parceiras no espaço europeu que se tem destacado pelo seu crescimento significativo no IPS, tendo trazido a Setúbal, em 2022/2023, cerca de 150 participantes, de áreas disciplinares como Enfermagem, Fisioterapia, Terapia da Fala, Engenharias, Gestão, Logística e Economia.

Só na ESS/IPS, desde 2014/2015, a média anual registada é de 49 participantes recebidos e de 44 estudantes e docentes da ESS/IPS que se deslocaram em formação para IES parceiras. Além da temática da saúde mental, a ESS/IPS tem em oferta para 2023/2024 os cursos “Desafios do futuro na reabilitação pediátrica: diversidade e inclusão”, “Da deficiência à capacidade: uma experiência da vida real”.

Dado o seu caráter interdisciplinar e multicultural, os BIP permitem “não só aprofundar conhecimento sobre temas específicos, com a ajuda de peritos nacionais e internacionais, como também desenvolver nos estudantes competências linguísticas e de comunicação interpessoal em ambiente profissional internacional, para além de fornecerem uma compreensão aprofundada dos sistemas de saúde e proteção social dos países envolvidos”, realça Madalena Gomes da Silva, subdiretora e coordenadora de mobilidade internacional da ESS/IPS.

Os BIP proporcionam igualmente “oportunidades de internacionalização a estudantes do IPS que, de outra forma, não poderiam fazê-lo, uma vez que não há custos envolvidos”, acrescenta a responsável.

Para o IPS enquanto instituição, os benefícios dos BIP são igualmente claros, desde logo porque vêm reforçar “o seu perfil internacional, contribuindo para os níveis de internacionalização preconizados pela Comissão Europeia e pela A3ES, e uma credibilidade sustentável junto dos parceiros internacionais, que tem revertido em participações diversas em projetos, de investigação ou pedagógicos, com financiamento associado”. Esta modalidade de formação, conclui a docente, permite igualmente “fortalecer laços com as organizações locais que participam nestes cursos, contribuindo também a missão do IPS enquanto agente de desenvolvimento sustentável da região”.

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