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Vida

Politécnico de Setúbal debate mulher com deficiência e lugar feminino na indústriaIPS é parceiro da organização do programa «Março Mulher 2026»

O programa «Março Mulher 2026», organizado pela SEIES – Cooperativa de Solidariedade Social e Câmara de Setúbal, vai passar pelo Politécnico de Setúbal (IPS) na próxima semana, para dois momentos de debate, em torno da mulher com deficiência e do lugar feminino na indústria.

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Politécnico de Setúbal debate mulher com deficiência e lugar feminino na indústria IPS é parceiro da organização do programa «Março Mulher 2026»

Por Jornal Rostos

“E a mulher com deficiência?”, agendada para as 10h30 de dia 25 de março, na Biblioteca da Escola Superior de Educação (ESE/IPS), é uma sessão promovida pela APPACDM de Setúbal, que intervém na área da deficiência intelectual, partindo do capítulo homónimo do livro “O Que Abril Nos Trouxe”. A obra revisita o percurso da inclusão e da cidadania das pessoas com deficiência intelectual em Portugal, abordando temas como igualdade, autodeterminação, educação, saúde e participação democrática.

Segue-se um painel de testemunhos na primeira pessoa, onde várias mulheres com deficiência terão oportunidade de partilhar experiências, obstáculos enfrentados e estratégias de resistência e afirmação, dando voz a narrativas frequentemente invisibilizadas.

A sessão culmina com uma conversa aberta ao público, promovendo a escuta ativa, o debate e a construção coletiva de perspetivas, no sentido de sensibilizar a comunidade para a promoção dos direitos das mulheres com deficiência, participando na construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e participativa.

A 26 de março, segue-se a conferência “As Mulheres na Indústria e o Bem-Estar”, que reúne na Escola Superior de Ciências Empresariais (Anfiteatro C1.13), a partir das 14h30, vários/as especialistas sobre a temática, entre docentes do IPS e representantes do tecido empresarial da região.

O debate, que resulta de uma parceria entre o IPS e a AISET – Associação da Indústria da Península de Setúbal, parte da realidade do número crescente de mulheres licenciadas, com Portugal a ocupar 3.º lugar na Europa no que respeita à percentagem de mulheres em trabalho qualificado, sendo que apenas 15 por cento chega a cargos executivos.

O evento pretende reunir um conjunto de contributos válidos para o debate e reflexão sobre o que mudou na indústria, o que pode mudar, e as experiências pessoais de mulheres em cargos de chefia e de homens que com elas partilham o espaço laboral.

Enquanto parceiro da organização do “Março Mulher 2026”, o IPS oferece, através destas duas iniciativas, espaços de reflexão e diálogo, abertos à comunidade académica e público externo interessado, sobre visibilidade, direitos e desafios vividos pelas mulheres em várias esferas da vida em sociedade.

No mesmo âmbito, a instituição acolheu hoje à tarde a sessão “Antes que seja tarde – Violência Doméstica”, com a participação de Cátia Silva, da Associação Supera_te, que se dedica à educação preventiva contra a violência no namoro e doméstica.

Amanhã, sexta-feira, segue-se mais um Seminário sobre os Impactos da Menstruação, Climatério e Andropausa na Vida das Pessoas, nas Organizações e na Sociedade, a decorrer a partir das 09h30, no Auditório Nobre do IPS, evento que reúne investigadores, docentes e profissionais de saúde numa reflexão multidisciplinar.

Para encerrar, e também numa celebração do Dia Mundial do Teatro, que se assinala a 27 de março, o IPS dá palco à peça “Projeto Aurora”, um espetáculo de homenagem a todos/as os/as presos/as políticos/as, na pessoa de Aurora Rodrigues, a mulher que mais tempo sofreu às mãos da PIDE, sobrevivendo a mais de 380 horas de tortura do sono.

A produção, do RAIAR – Laboratório Criativo, sobe ao palco da Sala de Drama da Escola Superior de Educação (ESE/IPS), pelas 14h30.

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