Seixal - Vários alunos que vão ingressar no 7.º ano sem saber que escola vão frequentar.Câmara solidária com os pais e empenhada em encontrar soluções

Por Jornal Rostos
Foi, assim, com perplexidade que tivemos conhecimento que, neste momento, a poucas semanas do início do ano letivo, vários alunos do concelho do Seixal que vão ingressar no 7.º ano continuam ainda sem saber que escola vão frequentar.
A autarquia já reuniu com encarregados de educação, demonstrando a sua total solidariedade com pais e alunos, e a disponibilidade para ser parte integrante na resolução do problema junto da Agência para a Gestão do Sistema Educativo (AGSE) e do Ministério da Educação.
Fruto da reestruturação do Ministério da Educação, verifica-se instabilidade e ausência de resposta a estas e outras matérias fundamentais, como, por exemplo, a não realização das habituais reuniões de planeamento da rede escolar. «A câmara municipal tem conhecimento que não há diálogo entre as direções de agrupamento e o Ministério de Educação, pelo que o Governo apresenta um total desconhecimento das dificuldades que alunos, pais, professores e funcionários enfrentam. Temos alertado para a sobrelotação dos equipamentos escolares e para a necessidade urgente da construção da escola de 2.º e 3.º ciclos e secundária de Fernão Ferro, bem como de uma nova escola de 2.º e 3.º ciclos e secundária em Corroios, mas também para a requalificação de outros equipamentos escolares no concelho, mapeados como prioritários, mas cujas obras ainda não saíram do papel. No que estiver ao alcance do Município estamos sempre disponíveis para encontrar as melhores soluções para os alunos e respetivas famílias», salienta o presidente da Câmara Municipal do Seixal, Paulo Silva.
De referir que, no município do Seixal, não se registam construções escolares para o 2.º e 3.º ciclos do ensino básico (CEB) e ensino secundário desde os anos de 1995 e 1997, em que entraram em funcionamento, respetivamente, a Escola Básica Carlos Ribeiro, em Pinhal de Frades, e foram inaugurados os novos edifícios da Escola Básica Pedro Eanes Lobato, em Amora, isto apesar do total de alunos a frequentar estes ciclos ter vindo a aumentar todos os anos.
Existem atualmente 13 estabelecimentos de ensino que respondem à procura do 2.º e 3.º CEB e ensino secundário. Todos se encontram na sua capacidade máxima ou em sobrelotação, por recurso ao turno duplo.
Importa ainda realçar que as escolas mais afetadas por esta problemática (EB 2/3 de Vale de Milhaços e EB 2/3 Carlos Ribeiro) nem sequer foram integradas pelo Ministério da Educação no conjunto prioritário de escolas para requalificação e modernização. Assim como não foram contempladas a construção das novas escolas 2/3 e secundária de Fernão Ferro e de Corroios, nem a requalificação da Escola Básica Pedro Eanes Lobato, em Amora, Escola Básica de Corroios e Escola Básica Nun’Álvares, em Arrentela.
Além da necessidade de construção da escola de 2.º e 3.º ciclos com secundário de Fernão Ferro e de Corroios, a autarquia tem alertado o Governo para a necessidade de obras de requalificação das escolas de 2.º e 3.º ciclos e secundárias do concelho, além da construção de pavilhões educativos escolares nas escolas dos 2.º e 3.º ciclos de ensino básico de Corroios, Vale de Milhaços, Cruz de Pau e Pinhal de Frades.
«O parque escolar dos 2.º e 3.º ciclos e secundário continua a carecer de intervenções profundas de requalificação e permanecem por construir vários novos equipamentos, propostos em Carta Educativa, com terrenos cedidos pela autarquia, identificados como necessários, cujo financiamento continua a ser na íntegra da responsabilidade do Ministério da Educação e que o Ministério tarda em concretizar», refere o autarca.














