"Os trinta anos do 25 de Abril" assinalados pela Escola Secundária Alfredo da Silva

Por Catarina Simão
Para Joana Matoso, esta iniciativa pretende assinalar a relevância do tema, “alertando para valores por vezes esquecidos e revivendo a historia do país para melhor compreender o presente”. A importância destas actividades passa pela transformação do ensino tradicional, “para que os alunos fiquem mais atentos para problemas da sociedade em geral”, e reflectindo-se na aprendizagem dos mesmos. Neste sentido, para além das inúmeras iniciativas promovidas de acordo com o plano anual de actividades daquele estabelecimento de ensino, espera-se ainda a visita de alguns nomes sonantes da historia da Revolução dos Cravos, como Otelo Saraiva de Carvalho.
“As apreensões e incertezas que hoje se colocam devem servir de afirmação para os valores e ideias de Abril”
Para o Presidente da Junta de Freguesia do Barreiro, comemorar o 25 de Abril é “esclarecer e defender o carácter libertador da revolução e da forma como ela nasceu. Devemos assumir uma atitude de compreensão com as jovens gerações, não permitindo que se esqueça ou reinvente a história”.
“No Barreiro tínhamos uma prática diferente das outras terras”, referiu Raul Malacão acerca do concelho antes do 25 de Abril. “Era no movimento associativo”, fortemente implantado no Barreiro, “que fazíamos a nossa aprendizagem da vida cívica”. Apesar da grande tradição associativa da cidade, “começávamos a aprender que não podíamos falar de certos assuntos, que não podíamos dizer certas frases. Tínhamos que ter a habilidade de falar em determinados termos” que não ferissem a susceptibilidade do regime opressor da altura.
Participação cívica nos jovens
Também Eduardo Cabrita reflectiu sobre o Barreiro antes e depois da revolução. Caracterizada por uma forte cultura operária e de resistência, a cidade aspirava já à liberdade e à mudança. Para o presidente da Assembleia Municipal do Barreiro é indispensável que se cultive nas escolas a participação e a exigência cívica junto das novas gerações. “Participem, porque foi para participar que se fez o 25 de Abril”.
Alexandra Ruivo, em representação do edil barreirense, apelou para que os jovens façam também as suas conquistas, à luz do que foi feito anteriormente. “é preciso que o espirito não adormeça. Têm que encontrar o vosso caminho e esse tem que ser de liberdade”.
Para dar inicio a esta semana assistiu-se a uma actuação da Tuna da Escola Secundaria Alfredo da Silva. “A Queda do Império” deu o mote para uma semana que se prevê activa, sempre acompanhada do verdadeiro espirito do 25 de Abril.














