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Vida

Dia Escolar da Não Violência e da PazAgrupamento de Escolas da Verderena recorda Aristides Sousa Mendes

Hoje, 31 de Janeiro, o Parque da Cidade acolheu os alunos do Agrupamento de Escolas da Verderena. Incluído no Plano Pedagógico desde há três anos, a comemoração do Dia da Não Violência e da Paz prestou, este ano, uma homenagem a Aristides Sousa Mendes. Presente nesta homenagem esteve um dos seus netos, Álvaro Sousa Mendes.

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Dia Escolar da Não Violência e da Paz Agrupamento de Escolas da Verderena recorda Aristides Sousa Mendes

Por Cátia Pacheco

Este é o quarto ano consecutivo que o Agrupamento de Escolas da Verderena se reúne no Parque da Cidade, para assinalar o Dia da Não Violência e da Paz. Maria Teresa Batáglia Freire, presidente do conselho executivo salienta que esta iniciativa está integrada no Plano Pedagógico e pretende “contribuir para o desenvolvimento de valores, da cidadania.”
No parque da Cidade e perante um número considerável de pessoas, os alunos do Agrupamento de Escolas da Verderena dramatizaram a vida de Aristides Sousa Mendes.
Um dos seus netos, Álvaro Sousa Mendes esteve presente nesta homenagem e mencionou ao Rostos, “estou emocionado. A recriação da vida do meu avô foi muito bem representada e encenada por estes jovens, estou impressionado com todo o empenho. Quero agradecer por esta homenagem e espero que estes jovens compreendam o gesto do meu avô e, no futuro se tornem homens e mulheres de paz, com sentido de justiça e contra a violência.”
Posteriormente, foram feitas as entregas dos prémios do concurso de desenhos, desenvolvidos nas escolas e houve ainda tempo para a leitura de Mensagens de Paz, Entoação do hino da Paz e no final, o Lançamento da Pomba da Paz.

Aristides de Sousa Mendes – Embaixador da Humanidade

«Sousa Mendes foi nomeado cônsul-geral de Portugal em Bordéus pouco tempo antes da Segunda Guerra Mundial. Com a invasão de França pelas tropas alemãs, em Junho de 1940, dezenas de milhares de refugiados deslocaram-se para Bordéus, na esperança de aí obterem um visto diplomático que lhes permitisse alcançar um país onde pudessem estar a salvo dos campos de concentração nazis.
Mas os países neutrais evitavam qualquer fonte de conflito com a Alemanha e por isso todos os consulados encerraram as portas. No caso português, Salazar enviou mesmo uma circular a todos os agentes diplomáticos determinando a proibição expressa de concessão de vistos a quaisquer refugiados judeus, exilados políticos e cidadãos provenientes dos países de Leste.
Sousa Mendes concedeu ainda dezenas de vistos, contrariando instruções expressas do seu Governo, e talvez por isso uma multidão incontável de refugiados começou a formar-se junto do consulado português. O visto de entrada em Portugal passou a ser a única esperança para aquelas pessoas.
Sousa Mendes viveu então um dilema terrível: se concedesse esses vistos, arriscava a carreira e o sustento da sua numerosa família; se não o fizesse, todos aqueles milhares de pessoas teriam como destino inevitável os campos de concentração.
Na manhã de 17 de Junho abriu as portas do consulado e fez saber que Portugal concedia vistos a todos aqueles os solicitassem, independentemente da raça, condição económica ou qualquer circunstância. Trabalhou três dias e três noites sucessivas, em circunstâncias dramáticas, perante o avanço das colunas alemãs, passando cerca de 30.000 vistos.

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