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Escola Superior de Tecnologia de Setúbal,OTL´s de Engenharia estimularam para Aeronáutica, Robótica e Ambiente

Durante duas semanas, alunos do 7º ao 12º ano de escolaridade, experimentaram a sensação de voar num simulador de voo, de construir e programar um robot e de aprender a tratar águas residuais e de consumo humano.
Este foi o desafio proposto pela Escola Superior de Tecnologia de Setúbal do Instituto Politécnico de Setúbal, no âmbito das actividades de Ocupação de Tempos Livres na Engenharia 2006.

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Escola Superior de Tecnologia de Setúbal, OTL´s de Engenharia estimularam para Aeronáutica, Robótica e Ambiente

Por Jornal Rostos

Durante duas semanas, alunos do 7º ao 12º ano de escolaridade, experimentaram a sensação de voar num simulador de voo, de construir e programar um robot e de aprender a tratar águas residuais e de consumo humano.
Este foi o desafio proposto pela Escola Superior de Tecnologia de Setúbal do Instituto Politécnico de Setúbal, no âmbito das actividades de Ocupação de Tempos Livres na Engenharia 2006.

Esta edição, a terceira acção consecutiva dos OTL’s de Engenharia da ESTSetúbal/IPS, decorreu nos meses de Junho e Julho acolhendo um total de 28 participantes, divididos em três actividades de Ocupação de Tempos Livres: “Explorar a Aeronáutica…Vem voar connosco!” (13 participantes); Célula de Fabrico - Robot e Autómato na Web (9 participantes) e “Tratar a água…Para um Ambiente melhor” (6 participantes).

“Explorar a Aeronáutica…Vem voar connosco!”

Nuno Nunes, docente responsável pelo OTL “Explorar a Aeronáutica…Vem voar connosco!” salienta os conhecimentos adquiridos pelos participantes em termos de “física, motores, instrumentos do avião e navegação aérea”, realçando sobretudo o facto de ser dada aos participantes a posterior oportunidade de “aplicarem, em contexto real, tudo aquilo que aprenderam, neste caso num simulador de voo desenvolvido na Escola”.
Acrescenta que “durante este período, os participantes realizaram experiências em diversos laboratórios da ESTSetúbal/IPS, nomeadamente de Mecânica, Termodinâmica, Motores e Instrumentação, conhecendo as forças aplicadas a um avião, a força de sustentação na asa de uma aeronave, o funcionamento do motor e os instrumentos básicos que o piloto utiliza em voo”.
Adquiridos os conhecimentos teóricos seria necessário colocá-los em prática através de aulas laboratoriais e de Simulador. Pois bem, no Laboratório de Termodinâmica foi grande o entusiasmo quando, realça o docente “construíram, em cartolina, a secção de uma asa de avião medindo depois a força de sustentação da mesma num túnel aerodinâmico” bem como o facto de, no Laboratório de Instrumentação “terem simulado variações de pressão atmosférica e de pressão dinâmica”.

Simulador de voo foi o ponto alto do OTL

O coordenador confessa, ainda, que “este simulador de voo foi sem dúvida, o ponto alto do OTL”. Na aeronave utilizada (CESSNA 172) todos aprenderam a colocar o avião em funcionamento (utilizando um check–list com os respectivos procedimentos), a descolar, a realizar manobras elementares e a aterrar, podendo experimentar também a sensação de ‘voar’ sob condições atmosféricas adversas, por exemplo de vento cruzado e de visibilidade reduzida. Programaram também uma viagem de navegação ‘Faro-Évora’, calculando os rumos em função da velocidade do vento e do avião, e estimaram a altitude que deveriam utilizar no voo”.
Para finalizar o OTL realizou-se uma Visita ao Aeródromo de Tires que permitiu o contacto com um avião ROBIN ATL. Os “mini-pilotos” puderam sentar-se no avião e realizar os procedimentos base para o colocar em marcha. Uma actividade que contou com a colaboração da EAA (Associação de Aviação Experimental), Chapter 1297 “Lusitanos”.

“Célula de Fabrico - Robot e Autómato na Web”

No OTL “Célula de Fabrico - Robot e Autómato na Web”, coordenado pelo docente José Lucas pretendeu-se, como explica o responsável “dar a conhecer a dinâmica de um robot, aprender a programar autómatos e instrumentação de medida virtual e a divulgar estes trabalhos na web”.
Com estes conhecimentos os então “recrutas da Secção de Controlo e Instrumentação da unidade industrial ‘Chocolate, Lda’ automatizaram uma pequena célula de fabrico onde era feita a selecção de chocolates com e sem recheio, bem como os chocolates a rejeitar” – uma célula composta por um “braço robótico, um autómato que gerava e coordenava as ordens para o robot e uma balança que registava a informação de medida (peso) a qual enviava, posteriormente para o autómato”.
No que respeita à dinâmica do robot, estes jovens “aprenderam a reconhecer o funcionamento de cada junta do robot e a cinemática associada aos seus movimentos. Com base nesta aprendizagem calcularam os pontos em que tinham de fazer a recolha dos chocolates e os pontos de depósito consoante a sua classificação”.

Conhecer as áreas de Automação, Robótica e Instrumentação

No âmbito da Programação de Autómatos, exploram os “rudimentos da programação em diagrama de contactos, aprenderam a descrever estruturas de automatismos com GRAFCET e a programá-los em diagrama de contactos. E isso preparou-os para construírem o GRAFCET que automatizou estas tarefas”.
No campo da Instrumentação de Medida Virtual destacou-se a construção de sinópticos de instrumentação e medida em LABVIEW para aquisição do sinal vindo da balança e posterior formatação dos mesmos para um sinal de 0 a 5 Volt - sinal este destinado ao autómato.
No final, com a célula automatizada “elaboraram páginas web em html, construindo um pequeno portal descritivo da sua actividade no OTL com resumos, fotografias, vídeos e, alguns, a própria página pessoal.
Na opinião do responsável, o OTL foi um “embrião de estímulo para os participantes poderem conhecer as áreas de Automação, Robótica e Instrumentação, funcionando como auxiliar de decisão futura para estas áreas de Engenharia e, inclusive, como um despertar para o seu estudo”.

“Tratar a água…Para um Ambiente melhor”

No OTL “Tratar a água…Para um Ambiente melhor” os participantes realizaram diversos tipos de análises químicas e microbiológicas em águas residuais e águas para consumo humano. Este conjunto de análises é bastante utilizado na monitorização das Estações de Tratamento. Importa por isso, tal como salienta o docente Ricardo Salgado, coordenador do OTL, “sensibilizar estes jovens para os problemas ambientais, no sentido de eles mesmos passarem a mensagem a outras faixas etárias promovendo, assim, a Educação ambiental a todos os níveis”.
Na primeira semana, os alunos realizaram análises em águas para consumo humano, tendo determinado alguns parâmetros como a dureza, o ferro e o manganês. No final, compararam os resultados obtidos com valores da legislação e avaliaram se a água seria própria ou imprópria para consumo.

Cmo se realiza o Tratamento da Água Residual

Na segunda semana as análises incidiram sobre águas residuais. Por entre as experiências realizadas destacam-se a determinação da carência química e bioquímica de oxigénio e de Coliformes fecais, bem como a determinação do fósforo.
Para demonstrar, na prática, o modo como se realiza o Tratamento da Água Residual, os alunos visitaram a ETAR de Setúbal, onde foram muito bem recebidos pelo Eng. João Silveira das Águas do Sado, que acompanhou a visita e explicou todo o processo de Tratamento.
Esta foi, na opinião do responsável pelo OTL, uma “acção que decorreu bastante bem, devido ao elevado nível de conhecimentos dos alunos participantes, tanto de 9º como de 10º e 11º anos”.

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