Escolas Secundárias do BarreiroAssinatura de Protocolo com Prolixo para tratamento dos resíduos químicos
. “Fazer com que as gerações mais novas cresçam com estas preocupações ambientais”
Hoje, três das Escolas Secundárias do Concelho do Barreiro assinaram um Protocolo com a empresa Prolixo em relação à gestão dos resíduos químicos produzidos nos seus laboratórios.

Por Jornal Rostos
Mário Durval, Delegado de Saúde do Barreiro, começou por referir que se tratava de o culminar de um processo entre a Prolixo, empresa sedeada no concelho, e as escolas, com a dinamização da Delegação de Saúde Pública do concelho, o que resume a uma frase: “Estamos uns com os outros”. Insistindo ser essa uma iniciativa pioneira no país, salientou: “Com os cuidados ambientais, o Concelho do Barreiro está à frente”. Não quis também deixar de referir que se trata de um serviço prestado à comunidade de forma gratuita pela Prolixo. “Processo comunitário de alerta de redução de riscos para a saúde, um processo que passa pelo desenvolvimento activo da cidadania e que passa pelas escolas”.
“Dá alguma segurança para saber para onde vão os resíduos”
As escolas Secundária Augusto Cabrita, a par da Secundária de Santo André e da Secundária dos Casquilhos fizeram-se presentes pelos respectivos Presidentes do Conselho Executivo das escolas e, ao assinarem o protocolo, iniciaram assim um processo em parceria com a empresa Prolixo no tratamento dos resíduos utilizados nos laboratórios de química e biologia. Na opinião da professora Arlete Cruz, Presidente do Concelho Executivo da Escola Secundária de Santo André, este tipo de protocolo é “extremamente importante”, considerando que “as escolas às vezes fecham-se em si mesmas” e que esta parceria representa aquilo: “que ensinamos no papel aos alunos”, a nível de educação ambiental. Adiantando que inclusivamente leva à colaboração dos alunos “no processo das rotulagens” dos resíduos. Adiantado como objectivo: ”Fazer com que as gerações mais novas cresçam com estas preocupações ambientais” e também, como refere: “Dá alguma segurança para saber para onde vão os resíduos”.
Note-se que esta é uma iniciativa que começou no ano passado com a Prolixo e a Escola Alfredo da Silva. De fora fica ainda a Escola Secundária de Santo António, ao que Mário Durval adianta: “dará o seu passo a seu tempo”.
Prolixo
A engenheira Filipa Fernandes da empresa Prolixo fez uma apresentação curta do processo a que são submetidos os resíduos químicos das escolas. Começando por falar da empresa que teve início em 1991, vindo para o Barreiro em 1994, referiu que inicialmente o seu âmbito dizia respeito nomeadamente à indústria farmacêutica, mas que por iniciativa do Delegado de Saúde do Barreiro “surgiu a ideia de um Protocolo com as escolas”. Adiantando que a esse nível o trabalho da empresa passa, por um lado, pelo encaminhamento dos resíduos produzidos nas escolas, realçando que “estes resíduos não têm tratamento em Portugal” e por isso são exportados para a Alemanha” onde são tratados por incineração, e passa, por outro lado, pelo fornecimento de instruções às escolas acerca de como devem ser tratados os resíduos.
Andreia Lopes Gonçalves














