Saltar para o conteúdo
Vida

Escolas Secundárias do BarreiroAssinatura de Protocolo com Prolixo para tratamento dos resíduos químicos

. “Com os cuidados ambientais, o Concelho do Barreiro está à frente”

. “Fazer com que as gerações mais novas cresçam com estas preocupações ambientais”

Hoje, três das Escolas Secundárias do Concelho do Barreiro assinaram um Protocolo com a empresa Prolixo em relação à gestão dos resíduos químicos produzidos nos seus laboratórios.

3 min de leitura
Escolas Secundárias do Barreiro Assinatura de Protocolo com Prolixo para tratamento dos resíduos químicos

Por Jornal Rostos

Mário Durval, Delegado de Saúde do Barreiro, começou por referir que se tratava de o culminar de um processo entre a Prolixo, empresa sedeada no concelho, e as escolas, com a dinamização da Delegação de Saúde Pública do concelho, o que resume a uma frase: “Estamos uns com os outros”. Insistindo ser essa uma iniciativa pioneira no país, salientou: “Com os cuidados ambientais, o Concelho do Barreiro está à frente”. Não quis também deixar de referir que se trata de um serviço prestado à comunidade de forma gratuita pela Prolixo. “Processo comunitário de alerta de redução de riscos para a saúde, um processo que passa pelo desenvolvimento activo da cidadania e que passa pelas escolas”.

“Dá alguma segurança para saber para onde vão os resíduos”

As escolas Secundária Augusto Cabrita, a par da Secundária de Santo André e da Secundária dos Casquilhos fizeram-se presentes pelos respectivos Presidentes do Conselho Executivo das escolas e, ao assinarem o protocolo, iniciaram assim um processo em parceria com a empresa Prolixo no tratamento dos resíduos utilizados nos laboratórios de química e biologia. Na opinião da professora Arlete Cruz, Presidente do Concelho Executivo da Escola Secundária de Santo André, este tipo de protocolo é “extremamente importante”, considerando que “as escolas às vezes fecham-se em si mesmas” e que esta parceria representa aquilo: “que ensinamos no papel aos alunos”, a nível de educação ambiental. Adiantando que inclusivamente leva à colaboração dos alunos “no processo das rotulagens” dos resíduos. Adiantado como objectivo: ”Fazer com que as gerações mais novas cresçam com estas preocupações ambientais” e também, como refere: “Dá alguma segurança para saber para onde vão os resíduos”.
Note-se que esta é uma iniciativa que começou no ano passado com a Prolixo e a Escola Alfredo da Silva. De fora fica ainda a Escola Secundária de Santo António, ao que Mário Durval adianta: “dará o seu passo a seu tempo”.

Prolixo

A engenheira Filipa Fernandes da empresa Prolixo fez uma apresentação curta do processo a que são submetidos os resíduos químicos das escolas. Começando por falar da empresa que teve início em 1991, vindo para o Barreiro em 1994, referiu que inicialmente o seu âmbito dizia respeito nomeadamente à indústria farmacêutica, mas que por iniciativa do Delegado de Saúde do Barreiro “surgiu a ideia de um Protocolo com as escolas”. Adiantando que a esse nível o trabalho da empresa passa, por um lado, pelo encaminhamento dos resíduos produzidos nas escolas, realçando que “estes resíduos não têm tratamento em Portugal” e por isso são exportados para a Alemanha” onde são tratados por incineração, e passa, por outro lado, pelo fornecimento de instruções às escolas acerca de como devem ser tratados os resíduos.

Andreia Lopes Gonçalves

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção