No Barreiro“Contar histórias (vividas) no 25 de Abril”
. Prossegue até meados de Maio
A Câmara Municipal do Barreiro continua, este ano, a “Contar histórias (vividas) no 25 de Abril”.
Prolongando-se até meados de Maio, esta iniciativa transmite a crianças e jovens de escolas do Concelho testemunhos de cidadãos que sentiram a época.

Por Jornal Rostos
Foi o que aconteceu na Escola de Santo António nº 2 na passada sexta-feira, 27 de Abril, com a presença de Amália Valegas, educadora de infância aposentada, que pertenceu, durante muitos anos, ao Sindicato dos Professores.
Amália Valegas, em 1974 a estudar em Lisboa, acabou por viver a Revolução na capital, assistindo, também ela, in loco, a momentos históricos.
Na sua visita à Escola de Santo António nº 2, Amália Valegas levou consigo uma apresentação multimédia – intitulada “O 25 de Abril de 1974 em Portugal” –, ilustrada por dezenas de fotografias, a preto e branco – porque são muito antigas, explicou. A par desta, levou, ainda, “alfinetes”, crachás e autocolantes “daquele tempo”, que fez passar pelos alunos.
O seu testemunho terminou com a exibição de livros com imagens da época, música – “E Depois do Adeus” e “Grândola Vila Morena” – e a oferta de um cravo a todos os presentes. Tudo isso, refira-se, conferiu ao seu testemunho enorme dinamismo e interactividade, “agarrando” os cerca de 25 “miúdos” à (sua) História.
Na tela projectados surgiram o “Antes” e o “Depois” do 25 de Abril. No “antes”, lembrou entre outros momentos, o serviço militar obrigatório, a guerra colonial, a censura do lápis azul, o Tarrafal. Depois de quarenta e oito anos de ditadura, sublinhou com um slide: «Foi então que alguns militares – “Capitães de Abril” – fizeram uma Revolução». Surgiram, então, imagens da população a encher as ruas.














