“Semana de Coina - BarreiroExercício de Evacuação na Escola Básica 1ºCiclo de Coina
O responsável pela Serviço Municipal de Protecção Civil da Câmara Municipal do Barreiro, Rui Carvalho, refere que actualmente os Planos de Emergência das Escolas estão em fase de aprovação no Centro Distrital de Protecção Civil.
“Relativamente ao Barreiro, penso que já todas têm Planos de Emergência” – salientou Rui Carvalho.

Por Jornal Rostos
No dia em que se testa pela primeira vez a saída das crianças da Escola Básica 1ºCiclo de Coina para o ponto de encontro, o pequeno parque em frente da escola, Rui de Carvalho, responsável pela Protecção Civil da Autarquia, considera que a escola dispõe de “todo o tipo de equipamento de segurança” e referiu-se assim, ao nível das instalações, à presença da sinalética de emergência, ao sistema de protecção de fuga de gás na cozinha, uma vez que a escola possui refeitório, e também ao nível de combate a primeiros focos de incêndio, através da existência de extintores.
As bandas na estrada para reduzir a velocidade dos automóveis e o portão da escola, aberto no ano passado, com dimensões suficientes para a entrada de carros de bombeiros vieram também reforçar a segurança das crianças.
Adiantou ainda a implementação de uma medida a breve prazo, que passa pela colocação de um mecanismo dentro da escola, através de um botão, que poderá accionar o sinal vermelho do semáforo, em frente da escola, para que, sobretudo em caso de uma evacuação de emergência, “as crianças possam sair e atravessar a passadeira com maior segurança”, sublinha.
“É preciso um bocadinho de coragem, sim”
Mas porque ainda não dispunham de um botão que permitisse controlar os semáforos a partir da escola, as crianças, depois de ouvido o sinal sonoro que marcava a saída, foram encaminhadas pelas professoras para atravessarem a estrada. Dava-se início ao exercício de evacuação, um acontecimento diferente das habituais lides escolares e, por isso, a animação também esteve presente, assim como as perguntas. Uma das crianças dizia que queria ser bombeiro e logo outra interrogava se era preciso ser corajoso, ao que um dos bombeiros respondeu: “É preciso um bocadinho de coragem, sim”. Conversas onde a ingenuidade e a vontade de querer saber mais se entrelaçavam.
“Preparar os adultos e os mais jovens para situações de emergência”
Presentes estavam, para além de alguns elementos da autarquia e do presidente da Junta de Freguesia de Coina, Juvenal Silvestre, a GNR e os Bombeiros de Salvação Pública da zona de Coina que vinham explicar às crianças as questões da segurança e testar o carro de bombeiros, o que as deixava muito entusiasmadas. O 2º Comandante dos Bombeiros Voluntários do Barreiro, José Figueiredo, considerou que a importância destes exercícios está no facto de “preparar os adultos e os mais jovens para situações de emergência” e também em possibilitar aos bombeiros uma intervenção mais eficaz. A mensagem que trazia dizia ser no âmbito de incentivar à prática destas acções para que esteja presente a “noção de que em alerta têm de ser evacuados”.
“Relativamente ao Barreiro, penso que já todas têm Planos de Emergência”
O responsável pela Protecção Civil da Autarquia conta que actualmente os Planos de Emergência das Escolas estão em fase de aprovação no Centro Distrital de Protecção Civil, localizado em Palmela e mesmo advertindo que há sempre acertos e pequenas alterações a fazer, adianta: “Relativamente ao Barreiro, penso que já todas têm Planos de Emergência” referindo-se não só às Escolas do 1º Ciclo mas também às do ensino secundário que têm realizado exercícios de evacuação, uma das medidas previstas no plano. “Neste aspecto estamos bem”, realça. E algumas desses exercícios ocorrem “aproveitando as semanas temáticas”, refere, no âmbito do “Roteiro das Freguesias” promovido pela Câmara Municipal do Barreiro. Não quis deixar também de sublinhar a colaboração constante dos bombeiros nestas iniciativas.
Grande mensagem: A segurança dos cidadãos
Augusta Ferreira, professora na Escola Básica 1ºCiclo de Coina, em jeito de balanço, no final do exercício, considerou: “Acho que foi positivo” advertindo: “se bem que houve falhas que têm de ser rectificadas”, apontando como menos positivo a “saída muito lenta” das crianças, ao que explicou: “tínhamos feito um ensaio com base na concentração nos dois portões da escola e hoje acabaram por sair só por um” e isto porque existem diferenças entre os ensaios e a realidade e porque as crianças não saíram pelo portão mais largo para que o carro de bombeiros entrasse por esse acesso: “Como é um simulacro, os bombeiros já cá estão”. E é por isso que na sua opinião estes exercícios de evacuação fazem todo o sentido: “Para saber o que está mal, para depois fazermos melhor”.
Acima de tudo considera “extraordinariamente importante” a iniciativa: “não só para a vida deles dentro da escola, como também fora dela”, acrescentando que muitas vezes são as crianças que passam estas mensagens em casa. Uma mensagem que ganha contornos maiores quando diz respeito à segurança dos cidadãos.
Andreia Lopes Gonçalves














