Associações de Pais de Setúbal no BarreiroDebatem a “Educação Sexual nas Escolas”

Por Jornal Rostos
A FERSAP - Federação Regional de Setúbal das Associações de Pais, pretende com a realização do XIII Encontro Regional das Associações de Pais do Distrito de Setúbal, aprofundar a reflexão sobre a “Educação Sexual obrigatória na disciplina da educação para a saúde” e também efectuar uma abordagem do tema “Alimentação, violência escolar, tabaco, álcool, drogas...”
A FERSAP - Federação Regional de Setúbal das Associações de Pais, considera que o debate destes temas é um contributo para “conhecer Melhor para Melhor Intervir! Pela Saúde e Bem-Estar das nossas crianças e jovens!”
Programa
14.30 h. — Abertura
António Amaral, presidente do CE da FERSAP
Regina Janeiro, vereadora da Educação da CMB
15.00 h. — Teoria e Prática
Luís Seixo, enfermeiro, mestrado em Saúde Escolar
António Marques, Associação para o Planeamento da Família, prof. Escola Superior de Saúde de Setúbal
Ana Paula Covas, coordenadora educativa Península de Setúbal Norte
17.00 h. — Debate
18.30 h. — Encerramento
Educação Sexual obrigatória na disciplina da educação para a saúde
Os projectos de Educação para a Saúde, que incluem a educação sexual obrigatória, vão ser desenvolvidos em cada escola do 2º e 3º ciclos por um professor coordenador nomeado pelos conselhos executivos, tendo em conta a sua formação e experiência no desenvolvimento de projectos e actividades nesta área.
O Governo considera que “a Educação para a Saúde, para a sexualidade e para os afectos se
incluem entre as múltiplas responsabilidades da escola actual”.
A obrigatoriedade de abordar a Educação para a Saúde nos estabelecimentos de ensino foi determinada pelo Ministério da Educação em Setembro do ano passado, devendo ser leccionada nas chamadas áreas curriculares não disciplinares como a Área de Projecto e a Formação Cívica.
Alimentação, violência escolar, tabaco, álcool, drogas...
Além da educação sexual, que é obrigatória, a Educação para a Saúde abrange ainda as temáticas da alimentação, violência escolar e tabaco, álcool e drogas, cabendo às
escolas do 2º e 3º ciclos escolher e abordar pelo menos uma delas.
O Grupo de Trabalho de Educação Sexual (GTES), constituído pelo Ministério da Educação para
reformular o ensino desta área, recomendou, em Março de 2007, que todas as escolas devem avançar com projectos até Junho, dedicando à matéria pelo menos uma aula por mês. O grupo de trabalho presidido pelo psiquiatra Daniel Sampaio estabeleceu, na altura, que “a efectivação, no mínimo mensal, de sessões sobre sexualidade e respectiva avaliação é obrigatória” em todos os estabelecimentos de ensino do 2º ciclo ao secundário.
A fisiologia geral da reprodução humana, o ciclo menstrual e ovulatório, o uso de métodos
contraceptivos e a prevalência e prevenção de doenças sexualmente transmissíveis são algumas das matérias que deverão ser abordadas nas sessões de educação sexual, entre o 6º e o 9º anos.














