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Vida

Educação alimentar em SetúbalPrevenção do excesso de peso e da obesidade

Uma alimentação saudável como prevenção do excesso de peso e da obesidade nas crianças em idade escolar foi o principal tema abordado na sessão "Escola com Pais", que decorreu na sexta-feira à noite na EB 2,3 Luísa Todi.

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Educação alimentar em Setúbal Prevenção do excesso de peso e da obesidade

Por Jornal Rostos

Neste encontro, conduzido pela enfermeira de Saúde Escolar Armanda, do Centro de Saúde de S. Sebastião, ficou o alerta para o crescente número de casos de crianças que sofrem de obesidade e excesso de peso, o que mais tarde pode originar doenças como hipertensão, acidentes vasculares cerebrais (AVC) ou enfartes do miocárdio.

"A diabetes tipo 2 e a hipertensão arterial nas crianças com cerca de 12 anos é cada vez mais uma realidade", explicou, acrescentando que, "segundo a Organização Mundial da Saúde (OMG), a obesidade infantil é a pandemia do século XXI".

A enfermeira Armanda mostrou-se "espantada" com as "coisas menos saudáveis que as crianças comem nos lanches de manhã", dando o exemplo das batatas fritas de pacote e os "bolicaos".

"É nesta idade que se deve prevenir. Os pais devem ter alguma flexibilidade e negociar com as crianças as quantidades e a frequência de ingestão destes alimentos", referiu a técnica de saúde alimentar durante o encontro, em que estiveram presentes cerca de três dezenas de pais.

Citando uma frase da OMG - "Saúde é... bem-estar físico, mental e social" -, a dinamizadora desta sessão da "Escola com Pais", um projecto desenvolvido pelo Conselho Municipal da Educação, referiu que o "corpo humano é como um edifício que se constrói com bons materiais e nas proporções adequadas".

"Tudo começa na gestação", alertou, acrescentando que, "para que o bebé seja saudável, com uma boa estrutura física, a mãe deve ter uma boa alimentação".

Para dar a conhecer os nutrientes dos alimentos - hidratos de carbono, proteínas, vitaminas, gordura e sais minerais -, a enfermeira Armanda, acompanhada por outra técnica de saúde, baseou-se na "roda dos alimentos", um modelo que apresenta a importância de cada deles, a partir da forma como estão distribuídos.

Ao explicar a função de cada nutriente como contributo para uma alimentação saudável, recomendou que, em relação à carne, por exemplo, "o organismo não precisa de quantidades exageradas de proteínas. O que é necessário é um bife de 120 gramas por dia, acompanhado por muita salada ou legumes cozidos".

Armanda deixou claro que "tudo engorda se for em demasia", por isso deve-se comer moderadamente.

A importância da água, que tem o papel de "limpar" o organismo e que se encontra no centro da "roda dos alimentos", não foi esquecida.

Cerca de 70 por cento do corpo humano é constituído por água, líquido fundamental para o bom funcionamento dos rins e intestinos. A enfermeira aconselhou a ingestão de litro e meio de água por dia.

A falta de água no organismo origina problemas renais, obstipação e hipertensão. Dirigindo-se às mães presentes na sessão, em tom de brincadeira, alertou que o escasso consumo de água se reflecte numa pele com "pior aparência e desidratada, celulite e cabelos secos".

"Se a urina é abundante, sem odor e de cor clara, é porque estamos a beber a quantidade de água necessária", explicou.

Durante a sessão falou-se ainda dos excessos - como o consumo elevado de álcool, de sal, de açúcar e gorduras - e dos erros, como saltar refeições, que se cometem diariamente, e das consequências que trazem para a saúde.

"Não tomar o pequeno-almoço é um erro muito grave, principalmente para as crianças. Dá origem à falta de energia e de concentração", salientou a técnica de saúde.

Em relação ao excesso de açúcar que as crianças consomem, a enfermeira despertou os pais para estes se habituarem a consultar os rótulos das embalagens, nomeadamente dos sumos.

"As crianças só deveriam beber sumos naturais", pois os de pacote contêm "açúcares disfarçados" - glicose, glucose, sacarose, frutose ou lactose - aconselhou.

A enfermeira explicou que os doces, em contacto com o "ph", se transformam em ácidos que causam cáries. "Deve-se fazer tudo para as crianças terem uma boa higiene dentária para evitar as cáries", referiu, pois estas "são micróbios que ao serem engolidos alojam-se no organismo e podem provocar lesões em vários órgãos e, posteriormente, doenças complicadas".

Muitos conselhos sobre uma boa alimentação, bem como a forma como os alimentos devem ser cozinhados e doseados, foram deixados neste encontro da "Escola com Pais", um projecto do Conselho Municipal de Educação, desenvolvido em parceria com o Agrupamento Vertical de Escolas Luísa Todi, associações de pais e encarregados de educação, Projecto "Opção Escola II", do Programa Escolhas, e a Escola Superior de Educação, do Instituto Politécnico de Setúbal.

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