Professores em manifestação no SeixalO luto e algumas velas marcaram a presença

Por Jornal Rostos
Antes da hora marcada, várias pessoas já se concentravam no local. Às 21h30, várias centenas de docentes marcaram presença no protesto.
As velas é que não chegaram, mas nem por isso deixaram de ser acesas e “passadas de mão em mão para passar a mensagem”. Depois, a concentração deslocou-se pela marginal até ao centro do Seixal, com algumas palavras de ordem pelo caminho, a maioria de recados à Ministra da Educação.
O protesto nacional de docentes realiza-se contra as políticas educativas, mais concretamente o modelo de avaliação da carreira, que o Ministério da Educação pretende implementar.
Este tipo de acção tem decorrido um pouco por todo o país, e a informação é passada de boca-em-boca ou através de mensagens de telemóveis. Aos participantes é pedida também o uso de roupa negra, velas e lenços brancos.
Os protestos dos professores que ocorreram um pouco por todo o país, culminam amanhã na «Marcha da Indignação», em Lisboa, onde são esperados mais de 40 mil docentes. Devido à grande adesão, o percurso do protesto foi alterado e em vez de o plenário decorrer no Rossio, vai agora terminar no Terreiro do Paço.
Na «Marcha da Indignação» a cor predominante será o negro, já que os docentes vão apresentar-se de luto em protesto contra as políticas da equipa da ministra Maria de Lurdes Rodrigues e sob os lemas «Assim não se pode ser professor» e «A escola pública não aguenta mais esta política».
A última manifestação de professores, a maior até à data, reuniu em Lisboa a 6 de Outubro de 2006 entre 20 a 25 mil professores, em protesto contra o Estatuto da Carreira Docentes.
Maria do Carmo Torres














