Saltar para o conteúdo
Vida

Em Alhos Vedros - MoitaPais indignados com a intenção do governo encerrar unidade especial de educação

No decorrer da visita do deputado Miguel Tiago, do PCP, à Escola Zeca Afonso em Alhos Vedros, para melhor conhecer a unidade de ensino especial para surdos, é referido que “os pais manifestaram indignação e alguma revolta com a intenção do governo encerrar esta unidade especial de educação, que serve os concelhos de Alcochete, Montijo, Barreiro e Moita, e deslocar os alunos para o Seixal, o que na opinião dos pais lhes vem trazer enormes inconvenientes”

3 min de leitura

Por Jornal Rostos

No passado dia 19 de Maio, o deputado à Assembleia da República pelo PCP Miguel Tiago, acompanhado de uma comitiva do Partido Comunista Português, efectuou uma visita à Escola Zeca Afonso em Alhos Vedros, para melhor conhecer a unidade de ensino especial para surdos.

Esta visita foi solicitada pela mãe de uma aluna com necessidades especiais de educação que alertou o Grupo Parlamentar do PCP para a intenção do governo de fechar a unidade.
Durante a visita, realizou-se um pequeno debate com trabalhadores, professores, alunos e alguns pais, onde se colocou em discussão assuntos relevantes sobre educação, como direitos dos trabalhadores e a alteração ao estatuto do docente.
No debate os pais manifestaram indignação e alguma revolta com a intenção do governo encerrar esta unidade especial de educação, que serve os concelhos de Alcochete, Montijo, Barreiro e Moita, e deslocar os alunos para o Seixal, o que na opinião dos pais lhes vem trazer enormes inconvenientes. Uma das mães afirmou que a ser assim retiraria a filha da escola.

Miguel Tiago declarou que não é esta a visão que o PCP tem da escola inclusiva, e que o governo ao agir assim está a criar guetos de crianças, rotulando cada aluno segundo uma classificação que por si só é um elemento discriminatório. Para além disso, o Ministério começou por reduzir o número de alunos com necessidades educativas especiais objecto de medidas educativas de apoio especializado.
Nos últimos dois anos, foram afastados da educação especial cerca de 40 000 alunos com necessidades educativas especiais, foi reduzido drasticamente o número de docentes a trabalhar na educação especial, de 7423 docentes em exercício, na educação especial, no ano lectivo 2005/2006, passámos para 3963, no ano lectivo 2006/2007, e para 4959, em 2007/2008, uma redução de quase 50%. A acompanhar estas reduções, o governo fez diminuir significativamente o número de auxiliares de acção educativa.

Segundo Miguel Tiago, estes dados e o ataque feroz aos professores, demonstram na prática a intenção do governo acabar com a Escola Pública, ou seja, com o direito constitucional de ensino a todos os portugueses. No final da visita Miguel Tiago referiu que o PCP irá fazer o que está ao seu alcance, inquirir o governo e apresentar propostas e afirmou que os pais e a comunidade educativa em geral devem lutar pela manutenção desta valência na Escola e para isso, podem contar como sempre, com o Partido Comunista Português.

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção