Professores e Educadores das Escolas do BarreiroRepudiam modelo de avaliação porque não é justo, não é exequível, não é cientificamente rigoroso
Vai realizar-se uma Greve Nacional dos Professores e Educadores, no próximo dia 3 de Dezembro, nesse mesmo dia, pelas 10 horas, os professores e educadores das Escolas do Barreiro vão estar concentrados junto à Rotunda perto da entrada do Fórum Barreiro.
Esta é uma iniciativa organizada pela Direcção de Zona do Barreiro do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa que visa distribuir um comunicado à população, dirigido essencialmente aos Encarregados de Educação, explicando as razões do protesto dos professores.

Por Jornal Rostos
“Na sequência das decisões tomadas pelos 120 mil professores, que convocados pela Plataforma Sindical dos Professores, estiveram presentes no dia 8 de Novembro, em Lisboa, vai realizar-se uma Greve Nacional dos Professores e Educadores.
Nesse mesmo dia pelas 10h00, os professores e educadores das Escolas do Barreiro vão estar concentrados junto à Rotunda perto da Entrada do Fórum Barreiro na confluência da Rua Stara Zagora e da Av. Alfredo da Silva.
Vão também distribuir um comunicado à população, dirigido essencialmente aos Encarregados de Educação, explicando as razões deste protesto” – refere Direcção de Zona do Barreiro do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa
Um modelo de avaliação do desempenho que não é justo
A Direcção de Zona do Barreiro do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, sublinha que as razões do protesto dos professores tem as seguintes razões : “a estratificação artificial e administrativa da carreira em duas categorias – Professores e Professores Titulares; um modelo de avaliação do desempenho que não é justo, não é exequível, não é cientificamente rigoroso, que assenta os seus princípios nos resultados e não no processo de desempenho, que é bloqueador do funcionamento das escolas e que, não premiando o mérito absoluto dos docentes, visa atingir, exclusivamente, objectivos economicistas; a existência de barreiras artificiais no ingresso e na progressão na carreira; horários de trabalho desligados da realidade do funcionamento das escolas, pedagogicamente incorrectos e que constituem um bloqueio das condições de trabalho de professores e educadores”
Arrogância e teimosia política do Ministério da Educação
Por estas razões sublinha a Direcção de Zona do Barreiro do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa os professores – “repudiam também a arrogância e teimosia política do Ministério da Educação e do Governo, que revelam incapacidade para interpretar as evidências que resultam da acção da luta dos docentes portugueses, de que a Manifestação Nacional de 8 de Novembro, as centenas de escolas que suspenderam a avaliação do desempenho e o reconhecimento, pelos conselhos executivos, da necessidade urgente de suspender o processo, são um sinal inequívoco. Esta atitude compromete o processo de ensino e as aprendizagens dos alunos.”














