Câmara Municipal de Santiago do CacémOpõe-se ao encerramento de escolas no concelho
Câmara Municipal de Santiago do Cacém opõem-se ao encerramento e considera que o Ministério da Educação recuou na decisão.

Por Jornal Rostos
A Direcção Regional de Educação do Alentejo/ Ministério da Educação pretende encerrar quatro escolas EB1 do Concelho de Santiago do Cacém no próximo ano lectivo.
A proposta foi transmitida ao Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Vítor Proença, no dia 23 de Julho, durante uma reunião com o Director Regional de Educação do Alentejo, professor José Verdasca e que o autarca classificou já como “um recuo do Ministério da Educação que pretendia inicialmente encerrar 13 escolas no concelho”.
A Câmara Municipal de Santiago do Cacém não concorda com o encerramento dos estabelecimentos de ensino e o Presidente Vítor Proença refere mesmo que “se estas escolas fecharem é exclusiva responsabilidade do Ministério da Educação que teima em encerrar escolas básicas com menos de 21 alunos no país e que no Município de Santiago afectaria 13 estabelecimentos”.
Recorde-se que o Município de Santiago do Cacém tem estado frontalmente contra a proposta do Ministério da Educação e só aceita e entende o encerramento da escola de Foros do Locário porque vai ter no próximo ano lectivo dois alunos.
A proposta apresentada pelo Director Regional de Educação do Alentejo aponta para o encerramento da Escola da Sonega que baixou o número de alunos inscritos, de 11 para seis; escola de Santo André – Aldeia que ficará no próximo ano lectivo com oito alunos; Escola de São Francisco que no próximo ano irá ter quatro em vez de cinco alunos e a Escola de Foros do Locário que ficará com apenas dois alunos.
O Presidente da Câmara Municipal lamenta a decisão do Ministério da Educação e considera que “se esta proposta vingar, tem uma opinião diferente do Município que entende que se justifica apenas o encerramento da Escola de Foros do Locário”. O autarca acrescenta que “o Município consegue manter, fruto da sua luta e do seu empenho, várias escolas a funcionar e que o Ministério acabou por não ter coragem de encerrar as 13 escolas que pretendia”.
“Conseguimos evitar o encerramento da Escola de Deixa – o – Resto que vai ter no próximo ano lectivo 13 alunos; a escola de Brescos vai ter 12; Abela vai ter 19 alunos; Arealão vai funcionar com oito alunos; Aldeia dos Chãos com 18 alunos; Relvas - Verdes vai ter também 18 alunos; São Bartolomeu vai ter 15 alunos no próximo ano lectivo; Cruz de João Mendes vai ter 14 alunos; São Domingos vai ter 20 e Vale de água vai ter 12 alunos”, anunciou Vítor Proença que reafirma que a continuidade destas escolas “é fruto de uma atitude de muito empenho da Câmara Municipal de Santiago do Cacém que desde a primeira hora se insurgiu contra estas medidas que visam o desemprego dos professores e vai conduzir que parte destas crianças sejam votadas a um eventual abandono escolar, que representa um retrocesso em politicas educativas”.
Estas crianças terão de ser integradas em outras escolas mais perto da sua área de residência, e o Ministério da Educação “lava as mãos do resto atribuindo à Câmara Municipal as respostas necessárias para o transporte dos alunos”.
O Presidente da Câmara Municipal recorda que o Município
tem dificuldades em transportar estas crianças, mas adiantou o autarca “vamos ter que encontrar uma resposta para que o transporte das crianças seja feito em segurança e comodidade”.














