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Vida

Sociedade Ponto Verde entrega 2.000 kitsde material escolar reciclado a crianças de famílias carenciadas

Aveiro, Braga, Bragança, Coimbra, Faro, Leiria, Lisboa, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal, Viseu são os distritos abrangidos por esta iniciativa, que permitiu a 2.000 crianças receber a partir de hoje kits de material escolar no âmbito do projecto “Reciclar é Dar e Receber”.

O projecto levado a cabo pela SPV (Sociedade Ponto Verde) em parceria com a Entrajuda - Banco de Bens Doados permitiu dar corpo à sua própria designação entregando kits de material escolar feitos com material reciclado com base nas quantidades de embalagens recicladas pela população.

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Sociedade Ponto Verde entrega 2.000 kits de material escolar reciclado a crianças de famílias carenciadas

Por Jornal Rostos

A iniciativa de carácter social e ambiental que começou em Abril e agora termina permitiu cumprir o objectivo inicialmente proposto: enviar para reciclagem 160.000 toneladas de embalagens usadas e dotar 2.000 crianças que agora iniciam o 1º ciclo de kits escolares. As crianças apoiadas foram identificadas por 75 instituições, de todo o País, que trabalham diariamente com o Banco de Bens Doados.

«Congratulamo-nos por hoje procedermos a esta entrega. Em Abril, anunciámos o compromisso de que, juntamente com todos os portugueses, nos empenharíamos em aumentar a separação de embalagens usadas com vista a contribuirmos para a aquisição de kits escolares. Milhares de crianças não têm material escolar no arranque das aulas e só no universo abrangido pelas IPSS com que a Entrajuda trabalha estamos a falar de mais de 22.000 crianças», afirma Luís Veiga Martins, director-geral da Sociedade Ponto Verde (SPV).

O início da entrega de parte dos kits escolares decorreu esta manhã nas instalações da Assistência Paroquial de Santos-o-Velho, uma Instituição Particular de Solidariedade Social, criada em 1932, para dar apoio aos habitantes do bairro da Madragoa, em Lisboa.

Algumas das crianças apoiadas por esta Instituição, receberam das mãos da presidente da Entrajuda, Isabel Jonet, o seu kit escolar que inclui, os seguintes materiais: mochila, caderno, dossier, separadores, lápis de carvão e de cor, afia, esferográficas e canetas de feltro, borracha, régua, estojo e tesoura. Alguns destes materiais incorporam material reciclado, demonstrando que a reciclagem de embalagens é uma realidade e que pode dar vida a muitos outros objectos e embalagens.

“Alguns dos materiais entregues são feitos a partir de material reciclado. É o caso, por exemplo, das esferográficas, dos afias e das réguas, feitas a partir de PET- o plástico das garrafas de água. Quisemos materializar o conceito da campanha e demonstrar que a reciclagem de embalagens permite dar corpo a objectos, muitos deles usados diariamente.”, explica Luis Veiga Martins.

A mecânica que tornou possível este projecto implicou apenas a separação e colocação no ecoponto das embalagens usadas por parte dos portugueses. Por cada tonelada reciclada, proveniente da recolha selectiva, a SPV doou 0,25 euros para a aquisição de material escolar.

«Durante 7 anos as crianças ajudaram a passar a mensagem da Sociedade Ponto Verde. Hoje foi a nossa vez de premiar as crianças que têm sido motores de mudança das consciências dos adultos em termos ambientais e que vêm promovendo a reciclagem e, simultaneamente, contribuir com este projecto para prevenir casos de abandono/insucesso escolar», frisa Isabel Jonet, presidente da Entrajuda.

As entregas às restantes instituições abrangidas pelo projecto estão já em curso, prevendo-se que estejam concluídas até ao final desta semana. A DHL foi o parceiro logístico responsável pelas entregas fora de Lisboa, o que permitiu assegurar as entregas a tempo do início do ano escolar. Aveiro, Braga, Bragança, Coimbra, Faro, Leiria, Lisboa, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal, Viseu são os distritos abrangidos por esta iniciativa.
O projecto de responsabilidade social contou ainda com o apoio institucional da Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (DGIDC) do Ministério da Educação, do Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território, do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social e da Agência Portuguesa do Ambiente.
De acordo com o Plano Nacional de Prevenção do Abandono Escolar, «as taxas de abandono são insignificantes no 1.º ciclo, revelando-se crescentes nos ciclos seguintes. Porém, acentuam-se de forma marcante nos anos seguintes à passagem de ciclo (5.º, 7.º e 10.º)». A prevenção é, por isso, um elemento-chave nos primeiros anos de escolaridade, objectivo este que está actualmente no topo da agenda Educativa.

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