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Conferência sobre Gestão de RECURSOS HUMANOS em Setúbal«As pessoas são o recurso mais importante da Sociedade baseada no Conhecimento»

José María Peiró, Director do Instituto de Investigação de Psicologia dos Recursos Humanos da Universidade de Valencia, no decorrer da conferência sublinhou - «a gestão das empresas é responsável pelo desenvolvimento dos seus colaboradores enquanto pessoas e que os departamentos de Recursos Humanos têm um papel preponderante numa empresa, pelo que precisam de dar atenção à estratégia e dinamismo das empresas, bem como à motivação dos seus funcionários».

Albertina Palma, vice-presidente do Instituto Politécnico de Setúbal, salientou que «as pessoas são o recurso mais importante da Sociedade baseada no Conhecimento, pelo que é um tema pertinente e actual que o IPS muito preza»,

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Conferência sobre Gestão de RECURSOS HUMANOS em Setúbal «As pessoas são o recurso mais importante da Sociedade baseada no Conhecimento»

Por Jornal Rostos

A Conferência «Investigação e Intervenção em Recursos Humanos - Dilemas de uma sociedade em transformação» decorreu na Escola Superior de Ciências Empresariais, do Instituto Politécnico de Setúbal (ESCE/IPS) nos passados dias 23 e 24 de Setembro, contando com a apresentação de cerca de uma centena de comunicações e com mais de uma centena de congressistas de todo o país, de Espanha, Brasil, Reino Unido e Polónia.

Trata-se da 2ª edição da conferência de IIRH que resultou de uma parceria estabelecida entre os Institutos Politécnicos de Setúbal (ESCE) e do Porto (ESEIG) e que dá continuidade à edição de 2009, realizada em Vila do Conde, enquanto espaço de debate e partilha de experiências em torno da problemática da Gestão de Recursos Humanos, tendo em conta as diferentes áreas de investigação e de intervenção profissional que constituem esta área do saber.

O evento contou com a participação de diversas entidades e especialistas que abordaram várias temáticas relacionadas com o panorama actual e o futuro dos Recursos Humanos.
Sobre o evento, Albertina Palma, vice-presidente do Instituto Politécnico de Setúbal, salientou que «as pessoas são o recurso mais importante da Sociedade baseada no Conhecimento, pelo que é um tema pertinente e actual que o IPS muito preza», dando ainda destaque à ligação com o mundo do trabalho que esta conferência preconiza, tendo em conta que se destina a debater temas subjacentes aos Recursos Humanos em termos da investigação que se produz e da forma como se trabalha e como se desenvolve a política de Recursos Humanos ao nível das organizações nacionais e internacionais.

A conferência de abertura, subordinada à temática “Nanodesafios e micro-oportunidades dos Recursos Humanos para entrar na próxima década” foi proferida pelo reputado investigador António Caetano, Professor Catedrático do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, autor de vários livros e dezenas de artigos científicos.

Entre as individualidades presentes, destaque-se a da directora do Centro Regional da Segurança Social de Setúbal, Fátima Lopes, que representou a Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social. Na sua intervenção «reconheceu a importância que estas iniciativas têm na promoção dos Recursos Humanos junto das empresas e do público em geral». Num contexto de crise, a responsável referiu a importância dos Recursos Humanos e da necessidade de modernizar Portugal, através do aumento da competitividade junto dos restantes países da UE, da aposta em políticas sociais e na qualificação dos serviços públicos. Fátima Lopes falou na necessidade de o país estar atento «às políticas sociais de forma a reforçar a nossa economia, promover o emprego, e combater a pobreza, com medidas concretas como o apoio à qualificação e às micro e médias empresas».

Margarida Barreto, Presidente da APG - Associação Portuguesa de Gestores e Técnicos de Recursos Humanos, salientou que «é necessário colocar a Gestão de Recursos Humanos a um nível mais estratégico nas Organizações». A APG tem feito um esforço nesse sentido, partilhando as melhores práticas que existem em Portugal e tentando ajudar os profissionais de Recursos Humanos a sensibilizarem as suas organizações para as mudanças necessárias com o objectivo de que a gestão das pessoas seja feita de maneira diferente. Segundo Margarida Barreto, a gestão de Recursos Humanos numa organização só acontece quando existe na chefia um posicionamento correcto para gerir as pessoas. «Os portugueses não são menos do que os outros, o problema é que temos poucos líderes adequados para inspirar e colocar as pessoas nos locais certos», concluiu a responsável.

Já Macaísta Malheiros, Governador Civil do Distrito de Setúbal, explicou que sendo jurista de formação e tendo trabalhado muitos anos na área do Direito do Trabalho, aprendeu que «o capital humano é essencial para qualquer organização». Sem as pessoas as organizações não atingem os resultados, pelo que a gestão estratégica dos Recursos Humanos exige que o conhecimento individual seja colocado ao serviço do colectivo. Focando-se na importância do conhecimento o Governador Civil referiu que a capacidade de reduzir ou tratar conflitos exige a intervenção de alguém qualificado em Recursos Humanos pois é necessária a existência de quem saiba gerir as relações entre pessoas tendo noção do que está, efectivamente, a fazer. Nenhuma empresa pode ignorar os seus Recursos Humanos e problemas como a flexibilidade, os horários de trabalho, a classificação e as negociações salariais. Não podem ser vistas do ponto de vista estritamente económico e estritamente salarial. Macaísta Malheiros relembrou, porém, que cabe também aos Recursos Humanos dar a devida importância às Organizações dos Trabalhadores (Sindicatos, Comissões de Trabalhadores, Comissões Sindicais e Delegados Sindicais).
A conferência de encerramento foi proferida por José María Peiró, Director do Instituto de Investigação de Psicologia dos Recursos Humanos da Universidade de Valencia, presidente da International Association of Applied Psychology (IAAP) e autor de muitas obras de referência e artigos científicos em revistas internacionais. A sua apresentação foi subordinada ao tema “El Modelo AMIGO y la gestión y desarrollo de los RRHH”. Este modelo pressupõe que uma empresa funcione como uma teia de aranha, cuja estabilidade é indispensável, para que todas as áreas sobrevivam, principalmente num período de turbulência, como o actual, em que a precariedade de emprego é uma realidade cada vez mais tangível.
O orador referiu ainda que «a gestão das empresas é responsável pelo desenvolvimento dos seus colaboradores enquanto pessoas e que os departamentos de Recursos Humanos têm um papel preponderante numa empresa, pelo que precisam de dar atenção à estratégia e dinamismo das empresas, bem como à motivação dos seus funcionários».

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