Escola Superior de Tecnologia do BarreiroPromove sessão sobre o Sistema LiderA para a Sustentabilidade da Construção

Por Jornal Rostos
A apresentação é da responsabilidade de Manuel Duarte Pinho, docente do Instituto Superior Técnico (IST), com moderação de Susana Lucas, docente da ESTBarreiro/IPS, e pretende dar a conhecer o conceito e os objectivos do sistema LiderA, bem como a aplicabilidade dos seus princípios.
O LiderA é um sistema voluntário de avaliação da sustentabilidade, para apoio ao desenvolvimento de projectos que procuram melhor desempenho ambiental e sócio-económico, logo sustentáveis, permitindo apoiar a escolha de soluções e a sua certificação.
Criado em 2005, este sistema atribui certificações em Portugal, desde 2007, e tem vindo a ser aplicado para avaliar e suportar a procura de soluções desde a fase inicial, acompanhando o dono da obra e a elaboração do programa preliminar até ao projecto (desde o estudo prévio ao projecto de licenciamento e de execução), contratação da empreitada (elaboração de caderno de encargos) execução de obra (acompanhamento) e operação (apoio à gestão e manutenção).
O objectivo do LiderA visa «identificar o nível de desempenho e procura da sustentabilidade de zonas urbanas, bairros e edifícios, contribuindo para seleccionar soluções, apoiar a gestão e comprovar», explica Susana Lucas, que lembra que as vantagens deste sistema passam por «criar um melhor produto, um ambiente construído sustentável, permitir ter um visão integrada da sustentabilidade, posicionar o desempenho e identificar melhorias de forma eficiente e ajustada à fase, ambição e mercado, contribuir para o reconhecimento do desempenho resultante da certificação por uma entidade independente, criar valor no mercado e a possibilidade de ter benefícios no licenciamento, como a redução em 25% das taxas de operação urbanísticas em Municípios como Santarém, Torres Vedras e Beja».
É de salientar que os princípios sugeridos para a procura da sustentabilidade são:
• Valorizar a dinâmica local e promover uma adequada integração e valorização do património;
• Fomentar a eficiência no uso dos recursos;
• Reduzir o impacte das cargas (quer em valor quer em toxicidade);
• Assegurar a qualidade do ambiente, focada no conforto ambiental;
• Fomentar as vivências socio-económicas sustentáveis;
• Assegurar condições para uma utilização sustentável dos ambientes construídos, através da gestão ambiental e da inovação.














