Prevenção e Segurança em Ambiente Escolar no SeixalEncontro Distrital de Setúbal permitiu troca de experiências entre diferentes protagonistas
O Encontro, dirigido aos professores, estudantes, pais, encarregados de educação, técnicos dos pelouros de educação das autarquias e agentes de Protecção Civil, pretende criar, de forma periódica, uma plataforma de troca de experiências e diálogo entre diferentes protagonistas em matéria de prevenção e segurança em ambiente escolar.

Por Jornal Rostos
Satisfeito com os temas escolhidos para o Encontro – que, conforme referiu reflectiram “uma visão integrada da Protecção Civil, abrangendo todos os sectores” – Vasco Franco congratulou-se com a realização do evento e com o trabalho efectuado nas escolas, na área da prevenção e minimização do riscos de acidentes.
“Ontem passei o dia a percorrer a zona do tornado e um dos primeiros locais que visitámos foi um centro educacional pré-primário que ficou praticamente só com as paredes. O telhado foi arrancado e atirado a uns metros de distância. Dezanove crianças ficaram com ferimentos ligeiros e uma com ferimentos mais graves. Neste local só não tivemos um drama maior pelo comportamento exemplar que tiveram os educadores. Isto significa que naquela escola havia trabalho prévio”, disse, acrescentando: “Temos aqui um bom exemplo de que vale a pena este tipo de trabalho, este tipo de reflexão”.
O Secretário de Estado destacou, ainda, a aposta que tem sido feita em relação à sensibilização das crianças para estas problemáticas.
“Acreditamos que as crianças são o veículo mais eficaz de transmissão de mensagem a toda a família. Isto é importante em todas as áreas”, disse, referindo-se também à segurança rodoviária, uma das temáticas em que considera que é importante trabalhar com os alunos. “Ainda bem que está incluída neste programa. Temos todos os anos mais de 700 mortes na estrada. É uma das áreas onde devemos centrar a nossa atenção”.
Reforçando a ideia de que “não existe melhor palco para provocar mudança, que a escola”, Paula Almeida, do CDOS, referiu que, com este projecto, “pretende-se criar o hábito no nosso Distrito de mostrar o que estamos a fazer. Esta é uma prova de que estamos a construir uma cultura de segurança”.
E assim, vários professores partilharam as suas experiências, nomeadamente com as actividades promovidas, como simulacros, e com os Clubes de Protecção Civil, criados nas escolas com objectivos concretos como “desenvolver actividades que tornem o espaço escolar cada vez mais seguro, num processo de interacção entre toda a comunidade escolar”, conforme referiu José d’ Ó, do Agrupamento de Escolas Álvaro Velho, do Lavradio, ou “promover uma cidadania activa e participada, desenvolver competências que contribuam para a adopção de atitudes e comportamentos responsáveis e adequados face a situações de emergência”, como referiu João Marques, Coordenador dos Serviços Municipais de Protecção Civil da Câmara de Alcochete, que colaboram com o Clube de Protecção Civil da Escola 2,3 El Rei D. Manuel.
“O simulacro é um exercício que serve para quê? Porque é que estamos a perder tempo a fazê-lo", foram perguntas que Luís Figueira, professor da Escola 2,3 de Alvalade Sado, diz ter ouvido várias vezes por parte de alunos e professores.
Defensor de que os simulacros são importantes para “tornar os procedimentos rotineiros”, Luís Figueira, referiu que, durante a realização dos exercícios na escola, o conhecimento das medidas de auto-protecção revelaram-se insuficientes, mas conseguiu-se “que alguns alunos e funcionários adquirissem hábitos de segurança e procedimentos a adoptar em situação de emergência”.
Destacando a necessidade de os jovens estudantes adquiram desde cedo contacto com estes temas, Miguel Jorge, Adjunto do Governador Civil do Distrito de Setúbal, fez, na sessão de encerramento, votos para que o trabalho desenvolvido tenha a devida continuidade.
“É necessário que mais escolas, mais professores, mais alunos, mais pais e que as próprias autarquias, ao nível dos seus SMPC, se envolvam, activamente no sentido de consolidar uma cultura de prevenção nas nossas comunidades escolares e que estas sejam, também, um ponto de contacto com a restante sociedade. Creio que a dinamização dos clubes de protecção civil pode ser um contributo muito importante na prossecução destes objectivos, tal como tivemos a oportunidade de assistir, na exposição do I Painel”, disse.
Miguel Jorge revelou, ainda, que o Governo Civil e Autoridade Nacional de Protecção Civil, através do CDOS de Setúbal, estão a estudar a possibilidade de recuperar o processo de certificação das escolas que demonstrem um maior empenho nestas questões.
“Este instrumento simbólico de reconhecimento do trabalho das escolas, neste âmbito, faz todo o sentido. É minha convicção que em 2011, consigamos retomá-lo”, concluiu, agradecendo o contributo, empenho, dedicação e motivação de todos para que se continue a “progredir na criação de uma escola mais segura, onde prevaleça uma cultura de prevenção”.
O Encontro contou, também, com a presença do Vereador Paulo Edson da Cunha e do Comandante Operacional Distrital, António Gualdino.














