Vítor Cotovio explica no BarreiroImportância da Educação Afectiva e Sexual de Crianças e Jovens

Por Jornal Rostos
A Câmara Municipal do Barreiro é um membro activo desta parceria, para além da Delegação de Saúde, dos agrupamentos e escolas do Concelho, da RUMO, da Escola Profissional Bento Jesus Caraça, do Centro de Formação de Professores do Barreiro e Moita e do Centro de Saúde do Barreiro.
As crianças e os jovens são para Regina Janeiro “uma parte importante deste trabalho pois é por eles que fazemos a Educação como elemento central da nossa intervenção”.
“Escola de Afectos, Escola de Sucesso” é o lema da Coordenação do PES este ano lectivo. Neste âmbito decorrerão várias actividades de carácter concelhio e nos agrupamentos/escolas.
A importância deste tema é motivo para que professores, pais, encarregados de educação e outros agentes educativos, participem e se mobilizem para que o sucesso dos jovens se construa numa Escola de Afectos.
Em nome da Associação de Pais da Escola Secundária Alfredo da Silva, Manuela Parra referiu a satisfação em participar nestes projectos e apelou à participação das famílias pois são os responsáveis mais próximos pelo desenvolvimento sexual e afectivo dos alunos.
“Ninguém educa pelo que se diz, mas pelo que vemos os outros fazer”
Na opinião de Vítor Cotovio “ninguém educa pelo que se diz, mas pelo que vemos os outros fazer”. Para exemplificar, exibiu um pequeno filme no qual as crianças vão fazendo tudo o que fazem os adultos, desde o simples acto de deitar o lixo no chão, até à agressão verbal e física.
A importância da coerência é um importante desafio para os pais e encarregados de educação, pois “eles funcionam como modelos de aprendizagem”.
Na sua opinião, a sexualidade comunica-se, mas também é um erro falar muito de sexualidade. “Devemos andar ao lado dos nossos filhos e não à frente, pois há timings para tudo dentro de um caldo afectivo”.
A puberdade e a adolescência mereceram destaque na intervenção do psiquiatra. “Nessa fase da vida dos jovens, eles têm a imagem de segurança dos pais e quando vão crescendo precisam de ir à procura de outros afectos de colegas e professores”. Para Vítor Cotovio o professor assume o papel de “intermediário afectivo com outras crianças e adultos”.
O psiquiatra defende a importância dos afectos nas escolas. “As crianças e jovens estão mais disponíveis a aprender com os professores de quem mais gostam”.
A palestra terminou com um interessante debate no qual foram colocadas, entre outras, questões de alguns pais em relação à melhor forma de educar os seus filhos adolescentes.














