Prevenção tabágica em Setúbal«Quem quiser deixar de fumar consegue, mas exige luta e empenhamento total»
A sessão, organizada pela Câmara Municipal, no âmbito do Plano Municipal de Prevenção Tabágica do Concelho de Setúbal, encerrou um conjunto de iniciativas realizadas por quatro turmas do 8.º e 9.º anos com o auxílio de uma enfermeira e de uma higienista oral.

Por Jornal Rostos
O encontro desta manhã, que contou com a participação de uma turma de Artes do 10.º ano, incidiu, principalmente, sobre os efeitos e as substâncias nocivas do tabaco, como a nicotina, o alcatrão e o monóxido de carbono.
O médico de família Emanuel Esteves explicou aos alunos como a “nicotina actua sobre o sistema nervoso, obrigando-o a depender do tabaco e a aumentar a dose”.
O médico referiu ainda que a nicotina é apenas uma de mais de 4500 substâncias nocivas no tabaco.
“Quem quiser deixar de fumar consegue, mas exige luta e empenhamento total”, assegurou Emanuel Esteves, salientando que cerca de 25 por cento das mortes por doenças cardiovasculares devem-se ao tabaco.
Cancros da boca, causados pelo tabaco de cachimbo e do charuto, e dos pulmões, tumores malignos que resultam do alcatrão e outros componentes inerentes ao tabaco, foram, também, debatidos na sessão.
“A escolha é sempre vossa”, alertou o médico no final do encontro, acrescentando: “A partir do momento que sabem os malefícios do tabaco, têm liberdade de escolher se querem ou não fumar.”
Duarte Machado, assessor municipal para a área da Saúde, contou aos alunos que, depois de fumar ao longo de 40 anos, não fuma há cinco.
“Desde que deixei de fumar a qualidade de vida aumentou muito”, salientou Duarte Machado, que confessou: “O tabaco ajudou-me em alturas stressantes, mas deveria ter feito como o meu neto, praticar desporto”.














