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Vida

Concurso Euroscola no Distrito de SetúbalAlunos do Distrito discutem Educação na Europa

A importância da aprendizagem ao longo da vida, a criação de um sistema nacional de ensino apoiado e de um Fundo Europeu para a Educação foram algumas das ideias deixadas pela Marisa, pela Filomena, pelo António, pela Lili, pelo Gonçalo e pelo Rafael, os alunos que participaram na sessão distrital do Euroscola, que decorreu na terça-feira, na Biblioteca Municipal de Palmela.

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Concurso Euroscola no Distrito de Setúbal Alunos do Distrito discutem Educação na Europa

Por Jornal Rostos

Este ano o concurso, que se realiza no âmbito do Parlamento dos Jovens/Secundário, contou com a participação de três escolas: Escola Secundária de Palmela, St. Peter’s School e Escola Secundária Emídio Navarro.

No final houve apenas uma vencedora, que irá apresentar o seu trabalho no concurso nacional. Os vencedores nacionais representarão Portugal nas Sessões Euroscola do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, que contam com a participação de jovens de toda a União Europeia (UE).

Este ano o tema escolhido foi a “Educação na Europa – Uma oportunidade para todos?”.

Na presença do júri distrital, as alunas do 11.º ano da Escola Secundária de Palmela, Marisa Cidade e Filomena Peixeiro começaram por apresentar oralmente as principais ideias versadas no seu trabalho escrito, no qual destacaram a importância da aprendizagem ao longo da vida e de uma educação inclusiva.

“Na Europa pretendemos caminhar para uma educação inclusiva sobre o signo da interculturalidade e da cidadania activa. Assim, somos remetidos para o tema da educação e da formação. É necessário que estes dois temas se reestruturem e se aproximem, dando origem a três níveis: educação, trabalho e formação”, defenderam.

Destacando as metas europeias para 2020 (combate ao abandono precoce, aposta na educação pré-escolar e promoção da aprendizagem ao longo da vida), e os programas europeus destinados à educação e formação, Marisa e Filomena deixaram uma mensagem a todos os presentes: “Saibamos, pois, aproveitar esse mar de oportunidades que a Europa nos oferece”.

Apesar do direito ao acesso à educação, consagrado na Declaração Universal dos Direitos do Homem, desde 1948, e na Constituição da nossa República Portuguesa, António Moura e Lili Elahi, do St. Peter’s School, lembraram que este não está acessível a todos. Nesse sentido, defenderam a necessidade de a União Europeia promover um modelo que fomente a “facilidade de acesso a uma educação de qualidade, assente na excelência e adequação às realidades sociais e laborais, na fomentação de um processo de aprendizagem ao longo da vida, na criação de um sistema nacional de ensino apoiado”, e em “iniciativas de promoção das práticas de baixo custo quanto à educação, fazendo com que as famílias desfavorecidas saiam do sufoco que é educar o seu agregado familiar”.

Gonçalo Bites e Rafael França, da Escola Secundária Emídio Navarro, sugeriram, também, a adopção de algumas medidas para dinamizar a educação na Europa e torná-la um bem acessível a todos.

“A Europa tem sido o centro de cultura, assim propomos a criação do Núcleo Estudantil Europeu, para equilibrar a educação dos jovens da Europa, porque em alguns países da UE os jovens têm uma educação mais degradada e noutros mais enriquecedora”, disse o Rafael.

Entre outras medidas, sugeriram a criação de um Fundo Europeu para a Educação, para investir nas escolas, de um cartão jovem que, para além do âmbito nacional, teria abrangência internacional e de postos de trabalho para jovens europeus e estudantes.

No final das apresentações o júri revelou o vencedor. A Escola Secundária de Palmela destacou-se, na opinião dos jurados, e irá representar o Distrito da sessão nacional.

O Euroscola é um concurso organizado, a nível nacional, pelo IPJ e pelo Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal, com a participação da Assembleia da República e das Direcções Regionais da Juventude dos Açores e da Madeira. É dirigido às escolas participantes no Parlamento dos Jovens que tenham eleito um número superior a dez deputados para a respectiva sessão escolar. Os alunos têm de ter até 18 anos e frequentar até ao 11.º ano.

O Júri distrital do Euroscolas foi constituído por Manuel Meireles, Centro Europe Direct da Península de Setúbal, Pedro Meireles, da Equipa de Apoio às Escolas da Península de Setúbal Sul, e Vasco Fernandes, eleito representante das Associações Juvenis do Distrito de Setúbal.

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