Cante Alentejano no Barreiro«As Vozes da Nossa Memória» - manter o cantar típico do Alentejo
Cerca de 150 alunos irão acompanhar “Os Amigos do Barreiro” até ao Auditório da escola onde irão ouvir as explicações dadas pelo mestre em cante alentejano Jorge Moniz, e presenciar a actuação de “Os Amigos do Barreiro”.

Por Jornal Rostos
Na 1ª Sessão do Projecto “As Vozes da Nossa Memória”, dedicada ao património musical, procura-se transmitir aos jovens alunos da Escola Secundária de Santo André, no concelho do Barreiro, a importância do grupo coral alentejano “Os amigos do Barreiro”.
Este um grupo formado há 35 anos, resultante da vontade de vinte e oito alentejanos que residem há longos anos no Barreiro, pretende-se, é referido –“dar a conhecer as características desta forma de cantar, parte integrante da nossa memória.”
Manter e perpetuar as modas e o cantar típicos do Alentejo
A maior parte dos grupos corais alentejanos estão envelhecidos e a tradição do Cante Alentejano corre o risco de se perder.
Ensinar aos mais novos é a melhor forma de manter e perpetuar as modas e o cantar típicos do Alentejo.” – é um dos objectivos do Projecto “As Vozes da Nossa Memória”.
150 alunos irão acompanhar “Os Amigos do Barreiro”
Este Projecto é fruto de uma parceria entre a Associação Barreiro- Património, Memória e Futuro, a Cooperativa Cultural Popular Barreirense, o Grupo Coral Alentejano “Os Amigos do Barreiro”, e a Escola Secundária de Santo André.
Na próxima 2ª feira, dia 2 de Maio, a partir das 10 horas, nos pátios e corredores da ESSA, vão ouvir-se cantares alentejanos, vozes de um grupo que soube manter a autenticidade e a riqueza melódica e diversificada deste “cante”, que exprime uma identidade cultural que nos é próxima.
Cerca de 150 alunos irão acompanhar “Os Amigos do Barreiro” até ao Auditório da escola onde irão ouvir as explicações dadas pelo mestre em cante alentejano Jorge Moniz, e presenciar a actuação de “Os Amigos do Barreiro”.
Uma preocupação colectiva e um acto de resistência cultural
“O Cante é filho dos campos e das searas. Cresceu no coração dos rurais e impregnou a alma alentejana assumindo plenamente a sua poesia. Emprestou-lhe, em troca, a sua sonoridade e o ritmo que alonga as sílabas como ecos que se arrastam e procuram chegar ao fim das planícies. Cheira a estevas, lembra lavouras custosas e restolhos curtos.
Num Barreiro, fruto de sínteses culturais e técnicas, o Cante constitui-se como uma parte da nossa memória identitária, e, assim sendo, a sua preservação deve ser uma preocupação colectiva e um acto de resistência cultural.” – é salientado por Manuela Rocha, Coordenadora do Departamento de Ciências Sociais e Humanas do Projecto integrado na disciplina de Sociologia - ESSA.














