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Engenheiros do Ambiente formados na EST Setúbal/IPSpartilham experiências profissionais com actuais alunos e incentivam à formação contínua

Partilhar experiências relacionadas com o percurso profissional, falar da importância da formação académica e contrariar as dificuldades encontradas no mercado de trabalho na área de Engenharia do Ambiente foram os temas debatidos num recente encontro promovido pelo Núcleo de Estudantes de Engenharia do Ambiente da Escola Superior de Tecnologia do Instituto Politécnico de Setúbal (ESTSetúbal/IPS) que juntou antigos e actuais alunos da Licenciatura em Engenharia do Ambiente e do Mestrado em Tecnologia.

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Engenheiros do Ambiente formados na EST Setúbal/IPS partilham experiências profissionais com actuais alunos e incentivam à formação contínua

Por Jornal Rostos

O Núcleo de Estudantes de Engenharia do Ambiente, já com tradição na organização de acções de divulgação das aplicações do curso, convidou, este ano, antigos alunos da Escola no sentido de partilharem as suas experiências profissionais. As áreas de abordagem centraram-se, fundamentalmente em: segurança e higiene no trabalho com aplicações na construção civil; investigação em ambiente e energia; gestão da investigação; várias áreas de intervenção nas Câmaras Municipais; consultoria em qualidade do ar interior e eficiência energética em edifícios; gestão ambiental e gestão da qualidade; ambiente e segurança em empresas; projectos e intervenção em ETAR – estações de tratamentos de águas residuais.
Os antigos alunos falaram, ainda, do valor atribuído pelo mercado à formação adquirida na ESTSetúbal/IPS e de que forma se podem contrariar as dificuldades no mercado de trabalho, apelando à motivação dos colegas para vencerem os obstáculos com que se vão deparar ao longo da sua formação.
O elevado grau de exigência dos cursos de engenharia, assente na interligação de um vasto conjunto de conceitos, conhecimentos e ferramentas, que se sustentam na física, na química e na matemática, pode transformar-se num obstáculo mediante diversos factores como a falta de motivação dos alunos, uma formação base deficiente ou falta de organização individual.
Um dos aspectos relevantes deste encontro foi, precisamente, o conselho deixado pelos antigos alunos aos colegas mais novos: «...se tivesse compreendido que em cada ano de atraso na Escola são centenas de recém licenciados que me passam à frente na procura de uma oportunidade de trabalho, teria sido mais eficiente enquanto estudante!».
Os conselhos alargaram-se também à ocupação de tempos livres com estágios, voluntariado, associações, projectos de investigação e todas as oportunidades que surjam e permitam obter o máximo de experiência prática e demonstrar pró actividade.
Os antigos alunos convidados reflectiram também sobre as dificuldades actuais do mercado de trabalho, assente no trabalho temporário e em remunerações baixas, incentivando os actuais alunos a procurarem, de forma permanente, novas qualificações profissionais, como cursos de especialização, pós-graduações e mestrados.

A oferta formativa da ESTSetúbal/IPS na área de Ambiente compreende um Curso de Especialização Tecnológica (CET) em Qualidade Ambiental, a Licenciatura de três anos em Engenharia do Ambiente e o Mestrado em Tecnologia Ambiental. A integração dos três cursos num Politécnico permite beneficiar de uma grande componente prática dando, em grande escala, resposta às necessidades das empresas e de outras organizações, como os municípios. Contrariamente a outros cursos, nomeadamente das instituições de ensino superior mais vocacionadas para a intervenção junto de organismos do estado ou para a investigação fundamental, a formação na ESTSetúbal/IPS fornece aos estudantes ferramentas orientadas para a acção directa nas várias áreas do ambiente, não descurando a formação base de engenharia que potencia uma intervenção alargada para planeamento e resolução de problemas nos domínios tecnológicos e de gestão.

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