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IP Setúbal prepara estudantes finalistas de Universidade AngolanaAngola é um país com muitas necessidades em termos de ensino

Preparar 22 estudantes para serem os próximos docentes da Universidade de Belas (UNIBELAS) é o grande objectivo do protocolo assinado entre o Instituto Politécnico de Setúbal e a UNIBELAS, de Angola. Acompanhar os estudantes, de Abril a Agosto de 2011, na preparação da sua monografia final de curso é a concretização de uma parceria cujo balanço é, já, para o promotor da Universidade e para os estudantes “muito positivo” e que se pretende, de futuro, alargar a Docentes e Corpos Directivos da instituição angolana.

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IP Setúbal prepara estudantes finalistas de Universidade Angolana Angola é um país com muitas necessidades em termos de ensino

Por Jornal Rostos

Os estudantes, acompanhados por tutores designados no IPS, estão a desenvolver os seus projectos na Escola Superior de Tecnologia de Setúbal (ESTSetúbal/IPS), no curso de Engenharia Informática, e na Escola Superior de Ciências Empresariais (ESCE/IPS) nos cursos de Relações Internacionais, Contabilidade e Gestão, Administração e Marketing. As apresentações decorrem no dia 1 de Agosto, ainda em Portugal.

Isac Rui Pedro, Promotor da Universidade de Belas, revela-se bastante animado com os resultados alcançados: “Ao conversar com os estudantes vejo que a satisfação é enorme. De facto, reconhecemos que os Professores do Politécnico têm grande qualidade”. Para o proprietário da Instituição “Angola é um país com muitas necessidades em termos de ensino. Encontrámos no Instituto Politécnico de Setúbal capacidades suficientes para dar maior valia de formação aos nossos estudantes”. Esta é uma acção de “grande importância estratégica”, afirma, “porque estes estudantes finalistas estão a preparar-se para, no próximo ano académico, começar a leccionar já na UNIBELAS”.

Quanto ao futuro, o Promotor revela estarem a decorrer negociações, já em fase conclusiva, para “implementação, aqui ou em Angola, de cursos de Mestrado. Pretendemos leccionar mestrados em conjunto com o Politécnico”. “A Universidade de Belas tem 5250 alunos, 13 cursos e 4 Faculdades mas o know-how que podemos adquirir com o IPS é muito relevante”, remata o Promotor da Universidade.

Para Octávio Páscoa Dias, Director da Escola Superior de Tecnologia de Setúbal do Instituto Politécnico de Setúbal, que acolheu os estudantes e tem gerido, de bem perto, todo o seu acompanhamento, “este protocolo irá permitir o desenvolvimento de projectos em comum, nomeadamente na leccionação de módulos integrados nos cursos de licenciatura e mestrado, ministrados na UNIBELAS; colaborar na formação do corpo docente da Universidade de Belas, o que pode ser concretizado nas instalações da UNIBELAS, nas nossas, ou através de tecnologias de informação e comunicação associadas ao e-learning (formação à distância); projectar o IPS, para além da sua fronteira física, através da realização de cursos em parceria, incluindo a dupla certificação, ou mesmo permitir a abertura de um pólo do IPS em Angola e; aprofundar as potencialidades proporcionadas pelo ensino à distância (e-learning/b-learning) em cursos de licenciatura e de mestrado. Por último, mas não menos importante, este protocolo, ou melhor a concretização das oportunidades que abre, poderá permitir a satisfação de um dos vectores contemplados no contrato de confiança firmado entre o IPS e a tutela: “expandir a nossa colaboração a instituições de ensino superior do espaço lusófono”.

Para os estudantes a satisfação é enorme. Solange Melo, estudante de Administração e Marketing afirma: “esta formação pode ter um grande impacto para o nosso país. Com esta experiência sentimo-nos aptos e capazes de transmitir os conhecimentos adquiridos. Foi muito bom estarmos cá no IPS”. Manuel João, do mesmo curso destaca que "seja qual for a naturalidade das pessoas, desde que o conhecimento se transponha ao conhecimento empírico e se transforme em científico, ninguém é mais do que ninguém. Em conformidade com exposto o balanço que faço é positivo". "Dentro do que chamamos ‘campo de saber’, relacionamentos desta índole devem existir porque amadurecem tanto, uma estrutura como outra", acrescenta.
Emanuela Nunes, estudante de Engenharia Informática confessa ter recebido por parte dos seus tutores, um conselho que terá sempre presente: “Tu melhor do que ninguém sabes do que estás a falar. Tens de confiar naquilo que estás a defender e naquilo que sabes que és capaz de fazer”. A confiança sobressai e a afirmação permanece: “Agora estamos mais confiantes, sabemos que vamos chegar ao nosso país e passar aos outros aquilo que aprendemos e que vamos poder implementar na nossa universidade”.

André Bandi, estudante de Relações Internacionais, recorda “o relacionamento muito efectivo, quer do IPS quer das pessoas da cidade”, os ensinamentos que leva consigo e a certeza de que “a relação entre Portugal e Angola terá potencial para continuar a crescer”. Confessa, apenas, que em termos de custos “é muito caro viajar de transportes públicos em Portugal devido às várias ligações que se têm que fazer para chegar num determinado ponto”.

Por fim, Teresa António, estudante de Contabilidade e Gestão, salienta a facilidade de requisição dos materiais “aqui tudo é mais simples, podemos levar até os livros para casa, o que facilita muito a sua consulta”. Para o seu país, esta é “uma experiência que representa muitas oportunidades de emprego e de conhecimento”. “É difícil ingressar na Universidade, por isso temos que estudar bastante e quando surgem oportunidades como estas, de poder aprender noutros países, é uma mais-valia, há que saber aproveitar”, conclui.

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