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Estudantes Universitários de Tarragona visitam AMLDemocracia, Participação e Cidadania marcam a gestão no Barreiro disse o Presidente da CMB

Um grupo de estudantes universitários de Tarragona, cidade espanhola que pertencente à comunidade autónoma da Catalunha, e respetivos professores, visitaram durante a tarde de ontem parte dos municípios que integram a Área Metropolitana de Lisboa (AML). No Barreiro, foram recebidos pelo Presidente da Junta Metropolitana e, em simultâneo, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro (CMB), Carlos Humberto de Carvalho. Nos Paços do Concelho, o Presidente esteve acompanhado pelo Vereador Rui Lopo e por Sofia Cid, da AML.

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Estudantes Universitários de Tarragona visitam AML Democracia, Participação e Cidadania marcam a gestão no Barreiro disse o Presidente da CMB

Por Jornal Rostos

Na sala de sessões, Carlos Humberto de Carvalho apresentou a AML, com os seus dezoito municípios (alcaides) afirmando que a mesma não é uma unidade, é um somatório. Não tem competências próprias para decidir nem meios financeiros para executar essas competências. E também não tem legitimação pelo voto direto, aspeto que, segundo ele, “nós defendemos”. Mas, disse “e a região motora do País com cerca de três milhões de habitantes, cerca de 30 por cento da população nacional localiza-se aqui, e é responsável por cerca de 36 por cento do PIB (produto interno bruto). Temos o Tejo que não nos divide, mas que nos une, e temos de construir uma cidade-região, ou como o professor Jorge Gaspar defende, ‘a cidade, das cidades’. E é neste sentido que gostaríamos de trabalhar.

O Autarca caracterizou o Barreiro como um Concelho fortemente marcado pela industrialização, nos últimos dois séculos. Primeiro os comboios (há 150 anos), a seguir a indústria corticeira e depois disso a CUF, o maior complexo industrial da Península Ibérica (com industria química fundamentalmente) e com cerca de 15 mil postos de trabalho diretos. “Trata-se de uma marca industrial, que marca o Concelho do Barreiro desde sempre, e que determina a consciência cívica, política e social das gentes desta terra”, afirmou. A desindustrialização e as questões relacionadas com a mobilidade estão, na opinião do Presidente da CMB, na origem da perda de população registada nos últimos 25 anos. A terminar, Carlos Humberto de Carvalho disse que, talvez o lema mais marcante desta gestão possa ser resumido na frase: «Democracia, Participação e Cidadania». “Consideramos que um elemento central do desenvolvimento das cidades, é o envolvimento dos cidadãos na construção desse mesmo desenvolvimento”.

Planeamento, Urbanismo e Ordenamento do Território

Estudantes Universitários de Tarragona visitam AML
Democracia, Participação e Cidadania marcam a gestão no Barreiro disse o Presidente da CMB

Um grupo de estudantes universitários de Tarragona, cidade espanhola que pertencente à comunidade autónoma da Catalunha, e respetivos professores, visitaram durante a tarde de ontem parte dos municípios que integram a Área Metropolitana de Lisboa (AML). No Barreiro, foram recebidos pelo Presidente da Junta Metropolitana e, em simultâneo, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro (CMB), Carlos Humberto de Carvalho. Nos Paços do Concelho, o Presidente esteve acompanhado pelo Vereador Rui Lopo e por Sofia Cid, da AML.

Na sala de sessões, Carlos Humberto de Carvalho apresentou a AML, com os seus dezoito municípios (alcaides) afirmando que a mesma não é uma unidade, é um somatório. Não tem competências próprias para decidir nem meios financeiros para executar essas competências. E também não tem legitimação pelo voto direto, aspeto que, segundo ele, “nós defendemos”. Mas, disse “e a região motora do País com cerca de três milhões de habitantes, cerca de 30 por cento da população nacional localiza-se aqui, e é responsável por cerca de 36 por cento do PIB (produto interno bruto). Temos o Tejo que não nos divide, mas que nos une, e temos de construir uma cidade-região, ou como o professor Jorge Gaspar defende, ‘a cidade, das cidades’. E é neste sentido que gostaríamos de trabalhar.

O Autarca caracterizou o Barreiro como um Concelho fortemente marcado pela industrialização, nos últimos dois séculos. Primeiro os comboios (há 150 anos), a seguir a indústria corticeira e depois disso a CUF, o maior complexo industrial da Península Ibérica (com industria química fundamentalmente) e com cerca de 15 mil postos de trabalho diretos. “Trata-se de uma marca industrial, que marca o Concelho do Barreiro desde sempre, e que determina a consciência cívica, política e social das gentes desta terra”, afirmou. A desindustrialização e as questões relacionadas com a mobilidade estão, na opinião do Presidente da CMB, na origem da perda de população registada nos últimos 25 anos. A terminar, Carlos Humberto de Carvalho disse que, talvez o lema mais marcante desta gestão possa ser resumido na frase: «Democracia, Participação e Cidadania». “Consideramos que um elemento central do desenvolvimento das cidades, é o envolvimento dos cidadãos na construção desse mesmo desenvolvimento”.

Sofia Cid fez a apresentação daquilo que é a instituição «Área Metropolitana de Lisboa» não deixando de referir algumas “fragilidades” do modelo e fazendo depois a ligação para o Concelho do Barreiro. Assim, este surge como uma área fortemente povoada, acima da média da Península de Setúbal, registando uma densidade populacional de 2478,1 habitantes por km2 e com uma dinâmica de concentração da população preferencialmente nas freguesias mais próximas do rio Tejo. Ganha, aqui, importância acrescida o território da Quimiparque, com os seus cerca de 300 hectares, um terço da frente de rio do Concelho. Destaque, também para a existência de um Plano de Urbanização para 600 hectares do território.

Sobre planeamento, questões urbanísticas e mobilidade falou o Vereador Rui Lopo por forma a dar uma imagem daquilo que é, na atualidade, o Concelho do Barreiro, e do que está projetado para o seu futuro. Assim, também ele destacou a importância do posicionamento geográfico do Barreiro no seu desenvolvimento industrial, ao qual se seguiu uma rutura socioeconómica que, segundo ele, “advém de uma mudança de rumo do País, que deixa de ter uma forte componente de produção agrícola. Ficamos assim confrontados com a herança de um passado histórico, com as questões do património e da memória cultural muito fortes, mas também toda uma herança que tem a ver com as questões urbanísticas e de infraestruturas”.

Contextualizando a visita dos estudantes catalães (de licenciatura e de mestrado) Jorge Gaspar, considerado o mais conceituado geógrafo português vivo, referiu que estes alunos estudam geografia e ordenamento do território na respetiva universidade e “aqui (AML) vêm ver os bons e os maus exemplos daquilo que estão a estudar. Mais do que gostarem”, afirmou, “espero que sirva para aprenderem”.

A visita ao Concelho terminaria com uma deslocação de autocarro à frente ribeirinha do POLIS, ao Bairro Operário e restante território da Quimiparque, culminando no Centro da Cidade.

CMB

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