ECO ESCOLAS NO BARREIROComunidade Educativa melhora níveis de desempenho ambiental

Por Jornal Rostos
Pensadas em função das temáticas abordadas nas salas ‘de aula’ – resíduos, floresta, biodiversidade e conservação da natureza –, os desafios lançados pelos técnicos do CEA também tiveram em conta as idades dos destinatários. Aos mais novos foram propostas pinturas e colagens com o recurso, designadamente, a folhas de árvores que recolheram no local, enquanto os mais velhos (cinco e seis anos) assistiram no Centro a uma apresentação multimédia sobre a importância da preservação das árvores e da floresta. Finda esta, e já ao ar livre, seguiu-se o ‘jogo de pista’ que pôs à prova os conhecimentos dos participantes. Animação e empenho não faltaram a estes pequenos ‘guardiões da natureza’ que foram de pista em pista respondendo acertadamente a perguntas como «que tipo de árvores melhor caracteriza a Mata da Machada?».
A vivência da manhã, aquilo que viram, sentiram e experimentaram será, certamente, uma mais-valia possível de trabalhar em sala de aula. Até porque, como referiu Paula Soares, diretora do jardim-de-infância, “os assuntos ligados ao ambiente, à reciclagem, à ecologia, são fundamentais no processo educativo. Fazem parte do nosso dia-a-dia, sempre fizeram, mas candidatámo-nos ao Projeto Eco Escolas por considerarmos que se trata de ‘uma rede’ muito interessante, de sistematização de procedimentos. Pode dizer-se que é uma ‘filosofia de vida’. Neste sentido, o Eco Escolas vem consolidar aquilo que já fazíamos e através de uma metodologia (que já foi testada e se sabe resultar) ajuda-nos na procura de novos caminhos”. Creche, jardim-de-infância e ATL estão envolvidos, sem exceção, neste grande objetivo comum.
Integrar o Eco Escolas passa, em primeiro lugar, pela aquisição de competências e, de seguida, pela aplicação das mesmas. Uma ação de sensibilização localizada, junto à escola, que contou com a colaboração de pais e alunos, a implementação da reciclagem em cada uma das salas, a criação de um logótipo (o Eco XI) e a criação de uma árvore a partir de embalagens certificadas (Tetra Pack) são algumas das ações já realizadas, a par da criação de um Hino que também irá a concurso.
“Trata-se de dar continuidade ao nosso trabalho que visa tão e somente sensibilizar crianças e pais (famílias) para a importância que assumem estas questões do Ambiente. Na procura de uma maior qualidade de vida no nosso dia-a-dia”, acrescentou.
“Aumentam níveis de tomada de consciência ambiental no Concelho”
As candidaturas que muitos estabelecimentos de ensino do Concelho têm vindo a fazer ao Eco Escolas é um bom indicador dos níveis de tomada de consciência ambiental existentes no Barreiro. Quem o afirma é Nuno Banza, Vereador responsável pela Divisão de Sustentabilidade Ambiental na Câmara Municipal do Barreiro que considera ser irrisório o apoio financeiro despendido pela Autarquia “face aos excelentes resultados que temos”. Acrescentando que de cada vez que é envolvida uma escola “estamos a envolver centenas de crianças e através destas, as famílias, o Vereador afirmou que a Autarquia tem conseguido duplicar o número de escolas envolvidas. “Este ano, também o fizemos, viemos de seis para 13 escolas. E devo dizer que desde o pré-escolar até ao ensino secundário, todos podem ser candidatos. Por regra e porque os recursos são escassos, damos prioridade ao ensino público mas, no caso o Eco Escolas, é igualmente importante envolver ensino público e privado nestas questões do Ambiente, da conservação da natureza, e da proteção da biodiversidade e por isso optámos também por estimular a participação das escolas privadas nas visitas à Mata da Machada, assegurando o seu transporte. Trata-se, este ano, de uma novidade que permite envolver dezenas de crianças e que visa, acima de tudo, que aprendam pois as crianças são extremamente versáteis e muito reativas aos estímulos. Ao mesmo tempo, através das crianças estamos a chegar às famílias. As crianças são, em contexto familiar, o melhor exemplo de boas práticas ambientais. Tudo o que aprendem, passa a fazer parte do seu quotidiano e são excelentes veículos das mensagens ambientais”, referiu para concluir.
CMB














