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Vida

UPT restaura obras do Museu da Faculdade de Belas Artes da Univ. do Porto

A Universidade Portucalense (UPT) assinou um protocolo de parceria com a Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP), com vista à realização de intervenções de conservação e restauro em obras pertencentes ao acervo do Museu daquela instituição.

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Por Jornal Rostos

Através desta parceria, os alunos da licenciatura em Conservação e Restauro e do mestrado de Património Artístico da UPT terão a oportunidade de restaurar 16 pinturas das décadas de 60 e 70, da autoria dos pintores Joaquim Pinto Vieira, Rosa Ramos, José Bizarro, Isabel Sampaio, Graça Morais e Rodrigo Cabral.
“Todos estes pintores foram alunos da FBAUP nas décadas a que respeitam as obras a restaurar, o que proporciona aos nossos alunos uma experiência única, carregada de simbolismo”, considera Joana Teixeira, técnica e docente do Laboratório de Especialidade – Pintura na UPT.
Do total das peças em restauro, 7 serão objeto de uma exposição na ‘Árvore, Cooperativa de Atividades Artísticas CRL’, situada na rua Azevedo de Albuquerque (Porto), em Junho, em data ainda a definir.
Esta parceria envolveu também o restauro, entretanto já concluído, de 9 pinturas do referido artista Joaquim Pinto Vieira, num trabalho que, pela dimensão e características da própria intervenção, foi efectuado nas instalações daquela instituição.
O resultado desta intervenção está já patente no Edifício Histórico da Reitoria da Universidade do Porto, no âmbito da exposição ‘Cores, espaço e luz’, que apresenta um total de 15 obras de Joaquim Pinto Vieira, que se manterão expostas até ao dia 20 de Julho.
Noutro âmbito, fruto de uma colaboração com a empresa de conservação e restauro ‘Arte e Talha’, os alunos do 2º ano da mesma licenciatura da UPT participaram na intervenção de conservação e restauro do teto da capela-mor da Igreja Matriz de Soalhães, no Marco de Canaveses.
Trata-se de um edifício classificado como Monumento Nacional, cuja obra foi iniciada no século XIII e terminada no século XVIII, conferindo-lhe uma traça arquitetónica românico-gótica com acrescentos típicos do estilo barroco.
“O contato direto dos alunos com a execução deste tipo de trabalhos – restauro do teto da capela-mor, com 30 caixotões em madeira policromada – confere-lhes uma percepção real do modo como os mesmos se desenrolam, das dificuldades inerentes a este tipo de intervenções e das soluções adotadas na resolução de imprevistos”, refere António Pereira, professor da licenciatura em Conservação e Restauro da UPT.
Ainda sobre a licenciatura em Conservação e Restauro da UPT, refira-se que esta assinou também, recentemente, um acordo com a ‘Coletividade de Miragaia’, com vista à intervenção em 8 livros com encadernação própria e uma coleção de 83 fotografias a preto e branco, com o objetivo de restaurar e conservar parte do espólio da instituição, valorizando assim a memória da coletividade, bem como a sua função social e cultural.
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