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Vida

Assembleia Municipal do Barreiro aprova moçãoRepudiando políticas educativas do ministro da educação

Na reunião da Assembleia Municipal do Barreiro, realizada ontem, foi apresentada por Rosário Vaz, do Bloco de Esquerda, uma moção sobre “a situação caótica na Educação”, que foi aprovada com os votos do PCP/CDU, PS e BE, tendo os votos contra do PSD.

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Assembleia Municipal do Barreiro aprova moção Repudiando políticas educativas do ministro da educação

Por Jornal Rostos

Divulgamos o texto integral da Moção apresentada por Rosário Vaz, do Bloco de Esquerda, na reunião realizada da Assembleia Municipal do Barreiro, realizada ontem à noite, no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro.
No decorrer dos trabalhos não registamos intervenções sobre o conteúdo deste documento.

MOÇÃO
A Situação Caótica na Educação

Todas as medidas que o ministro Nuno Crato tem vindo sistematicamente a pôr em prática, vão no sentido da destruição da Escola Pública e da sua capacidade de garantir um ensino de qualidade para todos e todas, sem exceção.

O aumento do número de alunos por turma, a reforma curricular desarticulada e promotora de desemprego, a eliminação dos cursos de educação e formação de adultos, cortes em ofertas educativas complementares, cortes nos apoios educativos e terapêuticos a alunos com necessidades educativas especiais e a redução de funcionários e de professores, nada têm que ver com critérios pedagógicos ou com uma visão de projeto educativo para o país. Trata-se exclusivamente de desmantelar uma rede pública de ensino, de acabar com a possibilidade de mobilidade social das camadas mais desfavorecidas através da escola, de transformar, de modo radical, o papel emancipatório da educação pública no nosso país, em algo totalmente inócuo.

As colocações de professores revelaram-se mais caóticas do que nunca. Aliás, a recente legislação sobre concursos tem sido, e bem, amplamente contestada pelos docentes.
Os mecanismos concursais são ineficazes e burocráticos e apenas vieram trazer problemas às escolas e à vida dos professores.

O progressivo desinvestimento na Educação, designadamente em percentagem do PIB, vai corroendo, aos poucos, os pilares que sustentam a escola pública, como a conhecemos.
Vale a pena conhecer os valores: em 2009 situava-se em 5,9%, em 201 1 em 4,7% e em 2012 não vai além dos 3,8%.

Assim, a Assembleia Municipal do Barreiro, reunida em 25/9/2012, delibera:

1 — porque acredita no património de conhecimento, de capacidade e emancipação que, ao longo destes mais de 30 anos de democracia, Portugal foi conseguindo construir, manifestar o seu apoio à escola pública.

2 - repudiar as políticas educativas do atual ministro da educação, pelas reais dificuldades que têm criado às escolas, pelo desmantelamento do Estado Social e pelo esvaziamento total da escola pública.

Os Eleitos do Bloco de Esquerda

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