Escola Secundária D. João II em SetúbalFalta grave de funcionários dificulta acesso aos serviços por parte dos alunos

Por Jornal Rostos
Falta grave de funcionários na Escola Secundária D. João II, em Setúbal
A política educativa dos sucessivos governos do PS, PSD, PSD-CDS/PP tem sido marcada por um profundo desinvestimento público nas condições materiais, humanas e pedagógicas da escola pública.
Com o Pacto da Troika, assinado por PS, PSD e CDS, que prevê um corte inaceitável na escola pública, despedimento de professores, funcionários, psicólogos e outros técnicos pedagógicos, a qualidade da Escola Pública será ainda mais degradada.
As necessidades permanentes das escolas com professores, técnicos especializados e funcionários têm sido preenchidas com o recurso generalizado e ilegal à precariedade, apesar de existir uma falta de mais de 5.000 funcionários nas escolas públicas. O Governo só autoriza recurso a Contratos de Emprego-Inserção, para trabalhadores em situação de desemprego com duração de 12 meses, ou ao regime de horas pagas a 3,20€.
Esta situação é bem patente na Escola Secundária D. João II, com 1600 alunos, e apenas 6 assistentes operacionais, tendo estes que assegurar todos os serviços da escola alternadamente, e por isso, os serviços de papelaria, bar, reprografia nunca estão abertos ao mesmo tempo, dificultando o acesso aos serviços por parte dos alunos.
Com os cortes de mais de 500 milhões de euros em 2012, e de 700 milhões para 2013, estes problemas tenderão a agravar-se.
O PCP afirma que este Governo, este Orçamento de Estado, esta política, este “Pacto da Troika” colocarão em causa a Escola Pública Gratuita Democrática e Inclusiva para todos.
Continuaremos a apresentar medidas alternativas a este pacto de agressão e degradação da vida dos portugueses, e em especial das crianças, por entendermos que o caminho do desenvolvimento económico e social é inseparável do reforço e reconhecimento dos direitos e do papel do Estado na garantia do direito à educação, à saúde, à habitação, ao emprego com direitos, à proteção social.
Assim, ao abrigo das disposições regimentais e constitucionais aplicáveis, o Grupo Parlamentar solicitou ao Governo que, por intermédio do Ministério da Educação e Ciência, sejam prestados os seguintes esclarecimentos:
1. Qual o número de assistentes operacionais (funcionários) nesta escola?
2. Qual o número de postos de trabalho para assistentes operacionais previsto no mapa de pessoal da escola?
3. Qual o número total de estudantes?
4. Qual o número de alunos com necessidades educativas especiais?
5. Que medidas urgentes vai tomar para garantir a resposta às necessidades permanentes no que se refere ao número de assistentes operacionais e outros profissionais?
O Gabinete de Imprensa da DORS do PCP
Setúbal, 19 de Novembro de 2012














