Ciência Polar e EducaçãoQual a linguagem ideal para divulgar Ciência junto do grande público em qualquer país do Mundo?
– Portugal é um exemplo a seguir
Por Jornal Rostos
O encontro, a decorrer entre os próximos dias 26 e 28 de março, no Instituto do Mar da Universidade de Coimbra (IMAR), reúne 40 cientistas, professores do ensino básico e secundário e educadores, de mais de 10 países, entre os quais (além de Portugal), Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha e Canadá.
O objetivo, explica José Xavier (Instituto do Mar da Universidade de Coimbra), cientista polar, «é reunir cientistas que trabalham nas regiões polares com professores do ensino secundário e educadores para, em conjunto, definirem uma estratégia para a educação e divulgação da ciência nas escolas, usando a ciência feita nas regiões polares como exemplo». José Xavier sustenta que «pretende-se lançar as bases para a criação de um modelo de divulgação da Ciência Polar que possa ser aplicado em qualquer escola, em qualquer país do mundo. É uma área fundamental da educação e onde ainda há muito a fazer porque a linguagem dos cientistas nas Universidades continua a ser muito pouco percetível nas escolas e para o grande público».
No encontro sobre Ciência Polar e Educação, cientistas polares de topo portugueses e estrangeiros vão apresentar os últimos resultados científicos sobre o que se passa nas regiões polares, por exemplo, como os pinguins estão a lidar com as alterações climáticas, os efeitos do aquecimento global no planeta, o degelo nas regiões polares e o buraco do ozono de um modo claro e acessível a todos. De seguida, professores do ensino secundário e educadores vão interagir com os cientistas e avaliar, conjuntamente, como podem “transformar” essa linguagem científica em linguagem apelativa para os seus alunos e para o público em geral.














