Barreiro - QuotidianosA nossa impotência…perante imagens do meu país e do mundo!
Dói. E sentimos a nossa impotência…perante estas imagens do meu país e do mundo!

Por Jornal Rostos
Hoje o ano começou. Sai de casa e escutei os sons das gaivotas em terra. Está mau tempo, céu nublado e os pingos de chuva, marcam este dia do novo ano 2014.
De súbito recordei a minha infância, aqueles dias, onde, diariamente, convivia com as gaivotas, ali nas margens do Guadiana. Mal, abria a porta da minha casa, tinha o rio na minha frente e na outra margem Espanha.
“Sim, gaivotas em terra é sinal de vendaval” – pensei.
Olhei em redor. O dia estava silencioso. E a primeira imagem que registei neste dia, começo de 2014, foi aquele homem, junto ao contentor, na procura de algo para sobreviver.
Que mundo é este? São imagens do meu país, mas é uma imagem que podia ser recolhida em qualquer canto deste planeta, neste mundo de cifrões, de modelos que colocam acima de tudo os números e esquecem o ser humano.
Sentimos a impotência. Fui com a imagem no pensamento.
Segui. Encontrei amigos. Beijei. Cumprimentei. Os tradicionais votos de um bom ano Novo.
Uns sentidos com o afecto de quem partilha os dias em aventuras e lutas. Outros meramente circunstanciais.
Começou o novo ano. Tempo que assinalamos como uma marca de um novo recomeço.
Há sempre mudanças. São mudanças cronológicas. Mas há algo que não muda, o nosso viver psicológico, o nosso tempo intemporal que se perde na memória dos dias vividos.
Sentimos a alegria de chegar a um novo ano, nesta caminhada que, afinal, todos sabemos para onde vamos…ali para a eternidade!
Estamos em 2014 e faço apenas um voto, para mim e para todos que comigo partilham este tempo.
VAMOS AO 2014! AGARRÁ- LO! E CONSTRUIR UM DIA, TODOS OS DIAS!
António Sousa Pereira













