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Inferências

Eusébio também é um nome ligado ao Barreiro terra do futebolArrastou uma multidão na Barrind em 1989
. Eugénio Silva autor de banda desenhada

A Adelaide Coelho, numa nota que colocou na sua página do facebook, recorda como um dia, no ano de 1989, de súbito, quando estava de serviço na BARRIND – Exposição Comercial e Industrial, no Pavilhão da Rádio Margem Sul, extinta rádio do Barreiro, o espaço ficou subitamente cercado de uma multidão.

Outra recordação que tenho de Eusébio é ligado à banda desenhada da sua biografia, que teve uma sessão de lançamento no Barreiro, pois, o seu autor é Eugénio Silva, artista do Barreiro, um dos nomes que faz desta terra, também, uma referência no mundo da ilustração, quer no passado, quer no presente.

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Eusébio também é um nome ligado ao Barreiro terra do futebol Arrastou uma multidão na Barrind em 1989 . Eugénio Silva autor de banda desenhada

Por Jornal Rostos

A Adelaide Coelho, numa nota que colocou na sua página do facebook, recorda como um dia, no ano de 1989, de súbito, quando estava de serviço na BARRIND – Exposição Comercial e Industrial, no Pavilhão da Rádio Margem Sul, extinta rádio do Barreiro, o espaço ficou subitamente cercado de uma multidão.
“O culpado de tanta movimentação era o Eusébio” – recorda.
De imediato procurou criar condições para fazer um directo para a rádio, - “tive o privilégio de falar em directo com a Pantera Negra”- refere.
Comentei. Que recordo esse dia. A visita de Eusébio à Barrind, onde esteve a convite do empresário Rui ( da firma Alves& Rui).
Conversei com Eusébio. Tirámos as fotos da praxe. Guardei como relíquia as suas fotografias autografadas, que me foram dirigidas.
Foi a primeira e única vez que conversei com Eusébio, mas reconheci um homem muito comunicador, simpático e de grande humildade. Essa foi a imagem que guardei dele. Um Senhor!

Só o vi jogar ao vivo uma vez, no Estádio de Alvalade, num Sporting- Benfica, cujo resultado final nem sei. Assisti no peão, ainda um espaço aberto, zona sem as bancadas que só foram construídas anos depois.
Nesse jogo, quando a equipa do Benfica entrou em campo, meu pai deu um grito potente e disse – “Oh Sóina!”.
O Cavém do meio do campo olhou e dirigiu-se até nós abraçando o meu pai e pegou em mim nos braços. Eles tinham sido da mesma equipa – O Celeiro - dos Torneios Populares de Vila Real de Santo António. Tenho uma fotografia dessa equipa.
Foi a única vez que vi jogar ao vivo Eusébio. Dele recordo, com muita emoção, aqueles dias do Mundial de 66, quando na televisão a preto e branco, vibrei com os jogos inesquecíveis.
O Café Janelas Verdes, em Vila Real de Santo António, virava um estádio de futebol, com mesas previamente marcadas e a do meu pai e seus amigos era uma mesmo na frente da televisão.

Outra recordação que tenho de Eusébio é a banda desenhada que teve uma sessão de lançamento no Barreiro, pois, o seu autor é Eugénio Silva, artista do Barreiro, um dos nomes que faz desta terra, também, uma referência no mundo da ilustração, quer no passado, quer no presente.

Eusébio, era para muitos de nós um exemplo de vida, de alguém que conta com o seu talento, e constrói a sua vida dando o melhor com o seu talento, no terreno e na prática.

Hoje, em conversa com José Augusto, o magriço do Barreiro, que jogou com Eusébio, quer no Sport Lisboa e Benfica, quer na selecção nacional, ele referia que – “Eusébio era um motivador de toda a equipa”.
Isso é próprio de um homem culto. Só um homem culto é exemplo para outros e estímulo de uma equipa.
Não me apetecia entrar nesta onda nacional de comentários e ditos sobre Eusébio, um homem que marcou gerações, um dos símbolos dos «três efes» que muitos de nós recordamos de antes do 25 de Abril.

Mas, depois de ler e escutar, certas palavras, não resisti e decidi escrever este a(nota)mentos, apenas para citar Bento Jesus Caraça, que escreveu o seguinte: “Ser-se culto não implica ser-se sábio, há sábios que não são homens cultos e homens cultos que não são sábios”.

“Eusébio era um motivador de toda a equipa”- referia José Augusto, sendo um exemplo para todos no campo a jogar e nos treinos.
É um ídolo para os novos. É um ícone do país. Ficará como uma referência…bem exemplificada na Banda desenhada de Eugénio Silva.

Por aqui me fico…apenas dizendo: Obrigado Eusébio!

António Sousa Pereira

Foto - Capa do livro de Eugénio Silva - Biografia de Eusébio em Banda Desenhda

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