«Declaração Pública» de Encontro de Saúde no BarreiroConsidera preocupante diminuição da taxa de natalidade na Península de Setúbal

Por Jornal Rostos
Na «Declaração Pública» onde são expressas as «ideias-força» do encontro “40 Anos do 25 de Abril, 35 Anos do Serviço Nacional de Saúde – A Região em Defesa do Serviço Nacional de Saúde”, promovido pela Associação de Municípios da Região de Setúbal em parceria com o Conselho Distrital da Ordem dos Médicos, hoje, realizado no Auditório Municipal Augusto Cabrita, no Barreiro, é salientado que no contexto do definido como “direito à Saúde”, expresso na Declaração Universal dos Direitos do Homem, a concretização desse direito na Constituição da República Portuguesa e a criação do Serviço Nacional de Saúde, significa que – “o cumprimento deste imperativo implica a existência de serviços de saúde a funcionar plenamente”.
“A região de Setúbal, neste contexto legal e organizativo, deve acolher um rede de instituições públicas prestadoras de cuidados de saúde ( primários, diferenciados, de reabilitação e continuados) de qualidade que sejam capazes de garantir simultaneamente a proximidade da prestação, a diferenciação técnica adequada e uma integração dos vários níveis de cuidados de forma a assegurar os direitos dos cidadãos”.
USF não conseguiram suprir graves carências
No final de 2013, na Península de Setúbal 184.151 utentes não tinha médico de família, 69.751 no ACES do Almada- Seixal; 52.599 no Arco Ribeirinho e 61.801 no ACES Arrábida, salienta-se na «Declaração Pública.
Refere-se, igualmente, que faltam na Península de Setúbal 104 médicos de família., assim como a falta de enfermeiros nos três Agrupamentos de Saúde – “é ainda maior”.
“A criação de Unidades de Saúde Familiar – USF – não conseguiram suprir as graves carências de recursos humanos, financeiros, técnicos e até mesmo de instalações existentes na Península” – é referido.
Preocupante a diminuição da taxa de natalidade
Sublinha-se na «Declaração Pública» que “o acesso ao Serviço Nacional de Saúde está hoje cada vez mais condicionado pela imposição de taxas moderadoras”
Refere-se que “diminuem as consultas médicas presenciais”.
Outro indicador, salientado como “preocupante” é a “diminuição da taxa de natalidade”, resultante da situação económica e social, o desemprego e a emigração jovem, assim como a redução dos apoios à maternidade, factos que se traduzem no envelhecimento da população.













